(67) 9 9689-6297 | ocontribuintebr@gmail.com

Lula comenta megaoperação no Rio, mas não presta solidariedade a famílias de policiais mortos

Lula fala sobre crime organizado, mas evita mencionar os quatro policiais mortos na megaoperação no Rio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou, na noite desta quarta-feira (29), sobre a megaoperação das forças de segurança nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A ação, que teve como alvo o Comando Vermelho (CV), deixou 121 mortos e resultou na prisão de 113 pessoas, incluindo nomes de destaque da facção criminosa.

Apesar da repercussão e das quatro mortes de policiais que participaram da operação, Lula não prestou solidariedade aos familiares dos agentes mortos nem fez menção direta às vítimas do confronto. O silêncio do presidente nesse ponto gerou críticas entre setores da segurança pública e aliados do governo fluminense.

Em publicação no X (antigo Twitter), Lula afirmou ter se reunido com ministros e determinado ao ministro da Justiça e ao diretor-geral da Polícia Federal que fossem ao Rio de Janeiro para se encontrar com o governador Cláudio Castro. O presidente defendeu uma “atuação coordenada” entre as forças de segurança e destacou a importância de atingir “a espinha dorsal do tráfico sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco”.

“Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência pelas cidades. Precisamos de um trabalho coordenado”, escreveu Lula.

No entanto, a declaração não incluiu nenhuma referência aos policiais que morreram durante o confronto, tampouco às famílias enlutadas. O foco do presidente foi a PEC da Segurança, proposta que o governo federal enviou ao Congresso Nacional para fortalecer a integração das polícias no combate ao crime organizado.

A operação, uma das maiores da história do estado, teve como principal alvo Edgar Alves de Andrade, o Doca, apontado como um dos chefes do Comando Vermelho nas ruas. Doca conseguiu escapar após mobilizar uma rede de segurança de cerca de 70 pessoas. O governo do Rio oferece recompensa de R$ 100 mil por informações que levem à sua captura.

Durante a ação, também foram presos Thiago do Nascimento Mendes, o Belão do Quitungo, e Nicolas Fernandes Soares, acusado de operar o setor financeiro da facção. A Secretaria de Segurança Pública do Rio confirmou que 121 pessoas morreram nos confrontos e que ainda há mandados de prisão em aberto contra integrantes do grupo criminoso