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Lula manifesta apoio a Cristina Kirchner, condenada por corrupção na Argentina

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou publicamente apoio à ex-presidente e ex-vice da Argentina, Cristina Kirchner, que foi condenada por corrupção na Argentina. Em uma publicação nas redes sociais, Lula afirmou que “a história fará justiça” à líder peronista, sugerindo que ela é vítima de perseguição judicial — tese semelhante à que ele próprio adotou após sua condenação e posterior “anulação” de processos na Lava Jato.

Cristina Kirchner foi condenada por um tribunal argentino por fraude em contratos de obras públicas, em um esquema bilionário que favoreceu empreiteiras próximas ao kirchnerismo durante seus mandatos. A pena foi de seis anos de prisão e inabilitação perpétua para exercer cargos públicos. A sentença, embora ainda esteja sob apelação, é uma condenação de primeira instância baseada em provas documentais e testemunhos.

Apoio a uma condenada por corrupção

Ao prestar solidariedade a Cristina, Lula não apenas se alinha politicamente com uma antiga aliada, mas também defende publicamente uma figura já condenada por corrupção pelo Judiciário de seu país. Para críticos, o gesto reforça o padrão de Lula de relativizar decisões da Justiça quando envolvem aliados ideológicos, especialmente líderes de esquerda na América Latina que enfrentam acusações ou condenações por desvio de recursos públicos.

A fala do presidente brasileiro ocorreu após a revelação de que Cristina Kirchner não será candidata nas eleições de 2025 na Argentina, decisão tomada após seu afastamento da vida pública, influenciado pela condenação judicial.

Um padrão de solidariedade seletiva

Lula já manifestou apoio anteriormente a outros líderes investigados ou condenados por corrupção ou violações democráticas, como Rafael Correa (Equador), Evo Morales (Bolívia) e o próprio Nicolás Maduro (Venezuela). A solidariedade a Cristina Kirchner, neste contexto, reforça a imagem de um presidente que minimiza irregularidades quando cometidas por aliados políticos, ao mesmo tempo em que critica duramente o Judiciário quando os alvos são seus amigos ideológicos.