O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado para a tradicional Marcha para Jesus, que acontece nesta quinta-feira (19 de junho de 2025), em São Paulo, mas confirmou que não comparecerá — pela terceira vez consecutiva ao evento. Em seu lugar, estará o ministro-chefe da Advocacia‑Geral da União, Jorge Messias, evangélico e figura já enviada nas edições anteriores .
Em carta endereçada ao apóstolo Estevam Hernandes, líder da Igreja Renascer, Lula expressou admiração pela “extraordinária expressão de fé do nosso povo” e ressaltou que a criação do Dia Nacional da Marcha para Jesus, em 2009, foi um dos seus “maiores orgulhos” . Apesar da gentileza no tom, não ofereceu justificativa detalhada para sua ausência, limitando-se a informar que será representado por Messias e pela deputada Benedita da Silva, também enviada em anos anteriores .
A ausência de Lula não é novidade: em 2023 e 2024, ele já havia optado por não participar da marcha, enviando Messias como representante oficial . Na edição de 2023, Messias chegou a ser vaiado ao mencionar o nome do presidente — um episódio que reforça o desgaste da relação entre o Planalto e parte do eleitorado evangélico.
Para especialistas, a decisão de se ausentar novamente pode estar relacionada aos cuidados da equipe política de Lula em manter distanciamento de críticas vindas de pastores mais conservadores, que representam parcela significativa das vozes dentro do universo evangélico. O evento reúne milhões de fiéis e costuma atrair atenção de figuras públicas em anos eleitorais, dada a importância desse segmento para o jogo político nacional.