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Lula oferece cargos nos Correios a Alcolumbre para garantir apoio a “Bessias” no STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). A escolha, no entanto, gerou desconforto entre aliados políticos e membros da própria Corte.

Messias ficou nacionalmente conhecido em 2016, quando foi citado pela então presidente Dilma Rousseff em uma ligação telefônica com Lula, interceptada pela Polícia Federal durante a Operação Lava Jato. Na conversa, Dilma afirmou: “Tô mandando o Bessias com o papel”, em referência a um documento de nomeação que poderia garantir foro privilegiado a Lula, então ameaçado de prisão. O episódio rendeu a Messias o apelido de “Bessias”.

Agora, quase uma década depois, o mesmo personagem volta ao centro do poder, com a possibilidade de ocupar uma cadeira na mais alta Corte do país.

Segundo apuração da CNN Brasil, Lula estaria incomodado com a resistência de senadores e de ministros do Supremo à sua escolha. A avaliação interna no Planalto é de que há um movimento articulado entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e ministros do STF para favorecer o nome do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), como alternativa para a vaga.

Ainda de acordo com a CNN, o governo teria oferecido diretorias dos Correios a Alcolumbre como moeda de troca para garantir apoio à indicação de Messias na sabatina do Senado. O gesto seria uma tentativa de reverter a resistência e assegurar a aprovação do nome escolhido por Lula.

Fontes próximas ao presidente afirmam que ele considera Messias um homem de confiança e leal, destacando sua atuação jurídica em momentos decisivos, especialmente durante os processos da Lava Jato e na Advocacia-Geral da União.

Apesar da pressão política e das articulações paralelas, Lula mantém a intenção de oficializar a indicação de Jorge Messias nos próximos dias, em um movimento que pode aprofundar a tensão entre o Executivo, o Senado e o Supremo.