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Master paga milhões a Metrópoles, Léo Dias e Grupo Massa de Ratinho

Uma série de movimentações financeiras envolvendo o Banco Master colocou sob os holofotes repasses milionários a veículos de imprensa, jornalistas e empresas ligadas a figuras públicas influentes. Relatórios e reportagens recentes apontam que os valores ultrapassam R$ 60 milhões e acendem alertas sobre a circulação e o destino desses recursos.

No centro das apurações está o pagamento de R$ 27 milhões ao portal Metrópoles. Segundo informações reveladas, parte desse montante teria sido rapidamente transferida — em operações classificadas como “débito imediato” — para empresas ligadas à família do ex-senador Luiz Estevão, fato que chamou a atenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O órgão identificou indícios de movimentações atípicas, sugerindo possível triangulação financeira.

Outro nome envolvido é o do jornalista e colunista Léo Dias, que, conforme divulgado, teria recebido R$ 9,9 milhões diretamente do Banco Master, além de outros R$ 2 milhões provenientes de uma empresa que recebeu aportes da instituição financeira. Em resposta, Léo Dias afirmou que os valores têm origem em contratos publicitários, negando qualquer irregularidade.

Já no Paraná, empresas do Grupo Massa, ligado ao apresentador Ratinho, teriam recebido cerca de R$ 24 milhões do Banco Master, de acordo com reportagens. O grupo é um dos maiores conglomerados de comunicação do sul do país e tem forte presença em rádio e televisão.

Apesar da ligação histórica com o grupo, Ratinho declarou que não integra o quadro societário das empresas, afastando envolvimento direto na gestão ou nas operações financeiras mencionadas.

As revelações colocam em evidência o alcance do Banco Master em diferentes setores — da mídia tradicional ao jornalismo de entretenimento — e levantam questionamentos sobre a natureza dos contratos firmados, a transparência dos repasses e o possível uso estratégico de recursos para influência e visibilidade.

Até o momento, não há confirmação de ilegalidades, mas o volume dos valores, a velocidade das transações e a conexão entre os beneficiários mantêm o caso sob atenção de órgãos de controle e do mercado.