O Governo de Mato Grosso do Sul projeta a atração de R$ 100 bilhões a R$ 105 bilhões em novos investimentos até 2030, consolidando o Estado como um dos principais destinos de capital privado no Brasil, com foco em setores estratégicos como celulose, bioenergia, logística e agroindústria.
O volume expressivo reforça a transformação da economia sul-mato-grossense, que vem migrando de um perfil essencialmente agropecuário para um modelo industrializado, com maior valor agregado à produção e crescente preocupação ambiental.
“MS vive um novo ciclo de desenvolvimento”, afirma governador
Segundo o governador Eduardo Riedel, a atração de investimentos é resultado de uma política de desenvolvimento de longo prazo, construída com diálogo com o setor produtivo e segurança jurídica.
“Mato Grosso do Sul vive um novo ciclo de desenvolvimento. Estamos criando um ambiente seguro para o investidor, com infraestrutura adequada, políticas públicas eficientes e foco na sustentabilidade”, destacou Riedel.
O governador também reforçou que os investimentos não estão concentrados apenas na capital, mas alcançam municípios do interior, promovendo desenvolvimento regional.
“O que estamos vendo é uma descentralização da economia. Cidades como Ribas do Rio Pardo, Inocência e Bataguassu estão se transformando em polos de geração de emprego e renda”, completou.
Eixo da celulose transforma região Leste no “Vale da Celulose”
Entre os destaques do novo ciclo de desenvolvimento está a consolidação da região Leste do Estado como um verdadeiro “Vale da Celulose”, com três megaprojetos que somam quase R$ 70 bilhões.
A chilena Arauco, por exemplo, investirá R$ 24 bilhões na construção da fábrica da unidade “Sumaúma” em Inocência. A nova planta terá capacidade de produção de 2,5 milhões de toneladas por ano e deve gerar cerca de 12 mil empregos diretos e indiretos durante as fases de construção e operação.
A Bracell, subsidiária do grupo RGE, também planeja investir R$ 20 bilhões em uma unidade de celulose solúvel em Bataguassu, com capacidade de 2,8 milhões de toneladas anuais. Já a Suzano segue ampliando sua produção em Ribas do Rio Pardo, consolidando a presença do setor no Estado.
Agroindústria e bioenergia ampliam a matriz produtiva
O setor sucroenergético também desponta como um dos vetores da nova economia de Mato Grosso do Sul. Empresas como Inpasa, Neomille e Bevap estão à frente de projetos que somam mais de R$ 15 bilhões, voltados à produção de etanol de milho, biometano e bioenergia, reforçando o compromisso com a transição energética.
Na área da proteína animal, gigantes como JBS, Aurora e BRF também expandem suas operações, fortalecendo a industrialização da produção agrícola local.
Logística e infraestrutura para integrar mercados
Para garantir a competitividade dos novos empreendimentos, o Governo do Estado também tem investido fortemente em infraestrutura de transporte e logística, com destaque para obras de rodovias, concessões ferroviárias e o projeto da Rota Bioceânica, que promete encurtar distâncias entre Mato Grosso do Sul e os mercados asiáticos via portos no Chile.
“Estamos preparando o Estado para um novo momento logístico. As conexões com a Rota Bioceânica e a ampliação das nossas rodovias e ferrovias são fundamentais para dar vazão à nossa produção e atrair ainda mais investimentos”, pontuou Eduardo Riedel.
Somente em infraestrutura, os aportes previstos superam R$ 10 bilhões, com recursos do Estado e parcerias com o BNDES e o FCO.
Compromisso com a sustentabilidade: meta de carbono neutro até 2030
Outro diferencial da estratégia sul-mato-grossense é o compromisso com a neutralidade de carbono até 2030. Programas de fomento a energias limpas, agricultura regenerativa e reflorestamento fazem parte do plano.
“Queremos crescer, mas crescer de forma responsável. Nosso compromisso é desenvolver uma economia forte e, ao mesmo tempo, sustentável. Mato Grosso do Sul será referência nacional e internacional em desenvolvimento verde”, ressaltou o governador.
Perspectiva de crescimento econômico
Com os investimentos já anunciados e novos projetos em fase de negociação, a expectativa é de que o Produto Interno Bruto (PIB) estadual cresça entre 4% e 5% ao ano nos próximos anos. Estima-se também a criação de centenas de milhares de empregos, diretos e indiretos.
Com o olhar voltado para inovação, sustentabilidade e industrialização, Mato Grosso do Sul dá passos firmes para se consolidar como um dos motores da nova economia brasileira.