Mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, colocaram novamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no centro das investigações envolvendo o banco.
Segundo informações divulgadas pelo Pleno.News, um relatório da Polícia Federal (PF) identificou Moraes como interlocutor de mensagens nas quais Vorcaro teria pedido ajuda para se proteger de ações da própria PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O conteúdo chegou ao conhecimento do ministro André Mendonça, relator das investigações relacionadas ao caso Master. Mendonça pediu que a PGR se manifeste sobre as mensagens e sobre os elementos reunidos pela Polícia Federal.
De acordo com informações divulgadas nesta terça-feira (1º), Vorcaro teria buscado a intervenção de Moraes diante do avanço de medidas contra ele e contra o Banco Master. O banqueiro estaria preocupado com ações de órgãos de investigação e fiscalização.
As mensagens ganharam peso porque a Polícia Federal identificou Moraes como o destinatário das comunicações. Ainda não está comprovado, porém, que o ministro tenha atendido aos pedidos feitos pelo banqueiro ou interferido efetivamente nas investigações.
O caso também envolve um contrato milionário entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes. O escritório confirmou a contratação e afirmou que não havia impedimento legal para a prestação dos serviços.
A situação aumentou a pressão sobre o ministro dentro do próprio STF. Mendonça avalia os elementos reunidos e poderá decidir se há fundamentos para incluir Moraes na investigação relacionada ao caso Master.
A PGR foi chamada a se manifestar antes de uma eventual decisão sobre o avanço das apurações. Portanto, até o momento, não existe uma conclusão de que Moraes tenha cometido crime ou interferido ilegalmente no caso.
O episódio, entretanto, amplia a crise em torno do Banco Master e levanta questionamentos sobre os limites da relação entre autoridades públicas e pessoas investigadas.
A principal questão agora é saber se as mensagens representam apenas um pedido de ajuda feito por um investigado ou se existem elementos que indiquem uma eventual interferência de autoridades nas ações da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.
O caso segue sob investigação e poderá provocar novos desdobramentos no STF nos próximos dias.