À tarde desta sexta-feira, 29 de agosto de 2025, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu com veemência a declarações feitas pelo presidente Lula em entrevista à Rádio Itatiaia. Lula sugeriu que uma campanha, sem mencionar nomes diretamente, havia beneficiado o crime organizado — ao afirmar que “está provado que o que ele estava fazendo era defender o crime organizado”.
Embora a fala não mencione Nikolas por nome, o deputado se sentiu alvo direto. Em suas redes sociais, ele classificou a declaração como “canalhice” e acusou o presidente de difamação:
-“Em rede nacional, Lula cometeu a canalhice de afirmar, dolosamente e sem prova alguma, que eu defendi o crime organizado. Uma mentira torpe, criminosa e irresponsável. Irei à Justiça para que responda por essa difamação…”.
O contexto envolve um vídeo publicado por Nikolas no início do ano, em que criticava a proposta de fiscalização sobre transações via Pix, interpretando-a como uma suposta “taxação” — o que gerou ampla repercussão e forçou o governo a revogar a norma . Posteriormente, uma megaoperação contra o crime organizado identificou que parte do esquema envolvia fintechs e o uso do Pix, e o secretário da Receita Federal declarou que as fake news dificultaram a fiscalização e acabaram favorecendo facções criminosas como o PCC.
Em meio a isso, parlamentares aliados ao governo pediram investigação formal contra Nikolas. Propostas foram apresentadas à PGR, Ministério da Justiça e Ministério Público, com possibilidade de CPI. Entre os apontamentos estão crimes como divulgação de informações falsas sobre instituições financeiras, favorecimento à lavagem de dinheiro, e obstrução de investigações sobre organizações criminosas .