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Miguel Uribe, pré-candidato de direita na Colômbia, é baleado em atentado e segue em estado crítico

O senador colombiano Miguel Uribe Turbay, nome cotado como pré-candidato à presidência pela direita, foi alvo de um atentado a tiros nesta semana e permanece internado em estado crítico. O ataque ocorreu enquanto Uribe participava de compromissos políticos na região de Meta, uma das áreas mais instáveis do país.

De acordo com a imprensa local, o parlamentar foi surpreendido por disparos durante um deslocamento em via pública. Informações preliminares indicam que os agressores fugiram após o ataque. O senador foi socorrido imediatamente e levado a um hospital da região, onde passou por cirurgia de emergência.

Uribe é filiado ao partido Centro Democrático, fundado pelo ex-presidente Álvaro Uribe, e tem se posicionado como uma das principais vozes conservadoras no Congresso colombiano. Nos últimos meses, vinha intensificando sua presença em eventos públicos, sendo apontado como um dos nomes mais fortes da oposição ao governo do presidente Gustavo Petro.

Estado de saúde inspira cuidados

A equipe médica informou que o estado de saúde de Miguel Uribe ainda é grave, mas estável. Ele permanece sob cuidados intensivos e não há, até o momento, previsão de alta. Familiares e aliados políticos têm evitado declarações mais detalhadas, pedindo orações e respeito à privacidade do parlamentar.

O atentado causou forte repercussão na política colombiana. Diversas autoridades, incluindo o presidente Gustavo Petro, condenaram o ataque e pediram apuração rigorosa. “A violência política não pode ser tolerada em nenhuma democracia”, declarou Petro em rede social.

Contexto de tensão

A Colômbia vive um momento de instabilidade política e aumento da violência em algumas regiões. Apesar de acordos de paz firmados com as FARC, dissidências armadas e grupos ligados ao narcotráfico ainda operam em diversas zonas do país, incluindo o departamento de Meta, onde ocorreu o atentado.

Especialistas em segurança alertam que figuras políticas, especialmente da oposição, têm sido alvos mais frequentes de ameaças e ataques, em um cenário que preocupa observadores internacionais.

A Polícia Nacional e o Ministério da Defesa prometeram uma investigação rápida e afirmaram que a hipótese de crime político está sendo considerada como linha principal.