Presidente brasileiro contestou a classificação defendida pelos Estados Unidos para as facções criminosas e acusou Donald Trump de agir como um “imperador”
Durante a cúpula do G7, realizada em Kananaskis, no Canadá, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho não devem ser classificados como organizações terroristas nos moldes defendidos pelos Estados Unidos.
A declaração foi dada em meio ao avanço da política do governo Donald Trump, que busca ampliar o enquadramento de facções criminosas latino-americanas como grupos terroristas, medida apoiada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Ao comentar o tema, Lula reconheceu que as facções promovem terror nas comunidades dominadas pelo crime organizado, mas argumentou que PCC e Comando Vermelho não se encaixam no conceito de terrorismo utilizado pelos Estados Unidos.
A fala ocorreu diante da imprensa internacional e de líderes das maiores economias do mundo, transformando o tema em um dos pontos de maior tensão entre Brasília e Washington durante o encontro.
Além de rejeitar a classificação das facções como terroristas, Lula partiu para o ataque contra Donald Trump. O presidente brasileiro afirmou que o americano “fala demais e ouve pouco” e declarou que ele age como um “imperador”.
Lula também enviou um recado direto ao líder americano ao defender a soberania nacional.
“Não se meta nas eleições do Brasil”, afirmou.
O posicionamento do presidente brasileiro ocorre justamente quando o governo americano intensifica a pressão internacional para que organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho recebam tratamento semelhante ao dispensado a grupos terroristas em outras regiões do mundo.
As declarações ampliaram o embate diplomático entre os dois governos e devem alimentar o debate político sobre segurança pública, crime organizado e relações internacionais nos próximos dias.