A advogada Flávia Fróes, conhecida por defender Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP — apontado como um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho — participará de uma reunião com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta semana.
Flávia é presidente do Instituto Anjos da Liberdade, uma ONG que, segundo o portal Metrópoles, foi incluída em uma agenda de encontros no âmbito da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas. O processo trata da atuação das forças de segurança em comunidades do Rio de Janeiro e é relatado por Moraes.
De acordo com a publicação, a entidade pretende entregar um dossiê ao ministro com denúncias de supostos abusos e execuções durante a recente megaoperação policial no Rio de Janeiro, que deixou mais de cem mortos — entre eles, suspeitos de ligação com o tráfico.
Repercussão e controvérsias
A presença da ONG na agenda do STF levantou polêmica. Isso porque Flávia Fróes, além de ter representado o líder do Comando Vermelho, já atuou em defesas de outros traficantes de alta periculosidade. Apesar disso, ela afirma não advogar mais para réus ligados ao tráfico há três anos.
Críticos apontam que a reunião pode conferir legitimidade a uma entidade presidida por uma advogada com histórico de defesa de criminosos, enquanto outros argumentam que o encontro faz parte da rotina institucional de diálogo com organizações de direitos humanos envolvidas na ADPF.
O Instituto Anjos da Liberdade tem se apresentado como uma organização que luta pela “preservação da dignidade humana e o combate à violência do Estado”. Em redes sociais, Flávia Fróes afirmou que o instituto atua de forma “apartidária e em defesa da vida”.