A Polícia Federal desencadeou na manhã desta quarta-feira, 30, a Operação Caixa Preta, que investiga suspeitas de crimes eleitorais, como compra de votos, nas eleições municipais de 2024 em Roraima. Entre os alvos estão o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, a deputada federal Helena da Asatur (MDB-RR) e seu marido, o empresário Renildo Lima, que já era investigado desde setembro do ano passado por ter sido flagrado com R$ 500 mil em espécie, parte escondida na cueca.
Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão, sete em Boa Vista, capital de Roraima, e três no Rio de Janeiro, incluindo a sede da CBF.
Contudo, segundo a Confederação, nenhum material foi apreendido durante a ação na sua sede, e Samir Xaud “não é o centro das apurações”, permanecendo “tranquilo e à disposição das autoridades”.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões nas contas dos investigados, medida que visa garantir a reparação de possíveis danos eleitorais ou financeiros .
A investigação teve início após Renildo Lima ser preso em flagrante em setembro de 2024, com R$ 500 mil em espécie, parte sob suas vestes, dias antes da eleição municipal .
Samir Xaud foi eleito presidente da CBF em 25 de maio de 2025, pelo MDB, cargo que ocupa pela primeira vez e com mandato até 2029. Médico de formação e filho de um influente dirigente regional, tornou-se o mais jovem a assumir a entidade
Helena da Asatur, única mulher deputada federal por Roraima, está em seu primeiro mandato desde 2022. É ligada ao setor de transportes no estado, através de empresas dos quais o marido e familiares são sócios.