Parlamentares de oposição ao governo Lula iniciaram, nesta terça-feira, 5. um movimento coordenado de obstrução dos trabalhos legislativos no Senado Federal e na Câmara dos Deputados, em resposta ao que classificam como uma “escalada de abusos, perseguições políticas e omissões institucionais”.
O ato teve início com um gesto simbólico e contundente: a ocupação da mesa diretora das duas Casas por deputados e senadores oposicionistas. A decisão, segundo os líderes do movimento, é clara: não haverá sessão enquanto Davi Alcolumbre (União Brasil), e Hugo Motta (Republicanos) continuarem virando as costas para o povo.
Entre as pautas exigidas pelo grupo, estão:
O fim do foro privilegiado;
A suspensão das sanções impostas ao senador Marcos do Val (Podemos-ES);
A aprovação da anistia para manifestantes presos ou processados após os atos de 8 de janeiro;
E a abertura imediata de processo de impeachment contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.
A estratégia da obstrução inclui o uso de ferramentas regimentais para impedir votações, como pedidos de verificação de quórum, requerimentos de retirada de pauta, e resistência ativa nas comissões. O objetivo é claro: travar o funcionamento do Congresso até que as pautas prioritárias sejam tratadas com a urgência devida.
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