Presidente comandou reunião que resultou em 24 assinaturas e afirmou que a decisão coletiva busca esclarecer os motivos da ineficiência dos serviços de manutenção do asfalto na Capital.
O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Epaminondas Vicente Silva Neto, o Papy (PSDB), destacou nesta sexta-feira (16) a ampla adesão dos parlamentares ao requerimento de abertura da CPI do Tapa-Buracos.
Depois de uma reunião realizada em seu gabinete, que contou com a participação de vereadores de diferentes partidos e grupos políticos, 24 dos 29 parlamentares assinaram o pedido de investigação.
O encontro foi marcado por discussões sobre as condições das ruas da Capital, a qualidade dos serviços de recuperação asfáltica e as constantes reclamações da população.
Ao comentar a decisão, Papy ressaltou o caráter coletivo do encaminhamento adotado pela Câmara.
“Hoje tivemos uma deliberação muito longa aqui, todo mundo debatendo, sendo ouvido, podendo falar. Coletivamente, a gente tomou uma decisão. Praticamente todos que estão presentes assinaram a CPI. Os vereadores que estão ausentes também estão se manifestando positivamente”, afirmou.
A declaração foi dada após os parlamentares formalizarem o apoio à proposta, que ainda deverá passar pela análise da Procuradoria Jurídica e pela votação em plenário antes de sua eventual instalação.

Presidente diz que Câmara quer respostas para a população
Para Papy, a investigação deve permitir que o Legislativo aprofunde os questionamentos sobre os serviços de tapa-buracos, considerados um dos principais motivos de reclamação dos moradores de Campo Grande.
“Para que a CPI seja um instrumento da Casa de Leis em favor do povo de Campo Grande, para que a gente debata a respeito do tapa-buracos, os porquês de esse serviço estar sendo tão ineficaz na cidade de Campo Grande”, declarou.
A manifestação do presidente ocorre em um momento de aumento das cobranças sobre a Prefeitura e sobre os próprios vereadores.
Moradores de diferentes regiões têm reclamado de buracos nas ruas, danos a veículos, riscos de acidentes e da necessidade de reparos mais duradouros no pavimento.
O problema também tem ocupado espaço nas sessões ordinárias da Câmara, com cobranças dirigidas à administração da prefeita Adriane Lopes (PP).
Adesão pode aumentar e alcançar toda a Câmara
Segundo apuração de O Contribuinte, os parlamentares que ainda não assinaram o requerimento não participaram presencialmente da reunião desta sexta-feira.
A expectativa é de que novas adesões sejam formalizadas, inclusive por integrantes da base política da prefeita.
A avaliação apresentada durante as discussões é de que a gravidade das reclamações exige uma resposta institucional, independentemente do posicionamento político de cada vereador.
A comissão, caso instalada, deverá investigar dez fatos determinados relacionados à manutenção viária, entre eles a redução de recursos orçamentários, a eficiência dos serviços e suspeitas de corrupção envolvendo contratos públicos.

Próximos passos
O requerimento, apresentado originalmente pela vereadora Luiza Ribeiro (PT), será submetido à Procuradoria da Câmara para análise jurídica.
Com o parecer, a matéria deverá seguir para deliberação dos vereadores em plenário.
Se aprovada, a CPI será composta por cinco integrantes e terá prazo inicial previsto de 120 dias para conduzir os trabalhos.
Antes disso, na próxima terça-feira (20), o secretário municipal de Infraestrutura, André Mourão, está convocado para prestar esclarecimentos aos vereadores sobre os problemas enfrentados na recuperação das vias.
A abertura da CPI poderá representar uma nova etapa de fiscalização da Câmara Municipal, que nesta mesma legislatura já conduziu uma comissão parlamentar para investigar problemas no transporte coletivo da Capital.