O presidente da Câmara, Hugo Mota (Republicanos-PB), anunciou nesta semana o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) como novo relator da PEC/Projeto de Lei da Anistia. Poucas horas após a indicação, Paulinho concedeu uma entrevista exclusiva à CNN, na qual deixou claro seu primeiro posicionamento sobre o tema:
“A anistia ampla, geral e irrestrita é impossível”, afirmou.
A fala contraria a expectativa da ala de oposição, que defende um perdão mais abrangente para parlamentares e políticos que possam ser enquadrados em processos eleitorais e partidários.
O anúncio representa um primeiro sinal da linha de atuação de Paulinho como relator, indicando que a proposta não avançará em sua forma mais ampla, como vinha sendo defendida por setores ligados à oposição ao governo Lula.
A escolha de Hugo Mota e a postura inicial de Paulinho geraram imediata reação nos bastidores da Câmara, onde líderes oposicionistas já demonstram insatisfação com a condução do texto. Por outro lado, deputados de centro e da base governista avaliam que a posição ajuda a dar mais credibilidade ao debate, afastando a ideia de um “perdão indiscriminado”.
O relatório de Paulinho da Força ainda será construído a partir de negociações, mas o primeiro recado foi claro: a anistia não será irrestrita, o que abre espaço para uma disputa intensa entre governo, oposição e relator nas próximas semanas.