PF aponta que Jaques Wagner teria recursos aplicados no Banco Master durante investigação sobre instituição financeira
A Polícia Federal investiga a relação do senador Jaques Wagner (PT-BA) com o Banco Master e identificou, segundo a apuração, que o parlamentar teria recursos aplicados na instituição financeira. A informação faz parte das diligências da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades envolvendo o banco.
De acordo com a investigação, os agentes analisam a proximidade entre Wagner e integrantes ligados ao Banco Master, incluindo o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição. A PF afirma ter encontrado elementos que indicariam uma relação mais próxima do senador com pessoas envolvidas no caso, além de possíveis atuações parlamentares relacionadas a temas de interesse do banco.
A apuração também envolve outros supostos benefícios que, segundo a Polícia Federal, teriam sido direcionados ao núcleo familiar do senador, como um imóvel avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, viagens em aeronaves particulares e pagamentos relacionados a eventos internacionais. As suspeitas ainda estão sob investigação e não representam condenação ou comprovação definitiva de irregularidades.
Jaques Wagner nega qualquer prática ilegal e afirma que nunca atuou em favor de interesses do Banco Master. A defesa do senador declarou que ele não é réu, não foi denunciado e que os fatos investigados serão esclarecidos no decorrer do processo.
A investigação faz parte de uma ofensiva da Polícia Federal para apurar possíveis fraudes financeiras e relações entre agentes públicos e representantes do mercado financeiro. O caso segue em andamento e poderá trazer novos desdobramentos a partir da análise de documentos, mensagens e demais provas coletadas pelos investigadores.