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PL anuncia representação contra Camila Jara por agressão a Nikolas Ferreira durante sessão na Câmara

A bancada do Partido Liberal (PL) confirmou na manhã desta quinta-feira (7) que entrará com uma representação formal contra a deputada federal Camila Jara (PT-MS), acusando-a de agressão física contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), durante sessão realizada na noite anterior na Câmara dos Deputados.

O episódio ocorreu ao fim da sessão presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB), que havia encerrado um acordo com a oposição após dias de obstrução nos trabalhos legislativos. No momento em que parlamentares protestavam com gritos de “anistia já” em frente à Mesa Diretora, Camila Jara se aproximou de Nikolas Ferreira, o empurrou e desferiu um soco no parlamentar, que caiu no chão do plenário. As imagens foram amplamente compartilhadas nas redes sociais.

Após o ocorrido, Nikolas foi socorrido por colegas de bancada, enquanto Camila demonstrava desdém diante da reação do deputado. Ainda durante a noite, Nikolas Ferreira se manifestou em sua conta no X (antigo Twitter), afirmando: “Esquerda sendo esquerda”.

A direção do PL classificou a agressão como “inadmissível” e informou que a representação será protocolada no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. “Não se trata apenas de um ataque físico, mas de uma afronta à democracia e à liberdade de manifestação de um parlamentar eleito pelo povo brasileiro”, afirmou a liderança da legenda em nota.

Camila nega agressão e solicita escolta policial após ameaças

A deputada federal Camila Jara (PT) negou que tenha agredido o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) durante sessão na Câmara Federal.

Em nota, divulgada pela assessoria, Camila alega que esbarrou em Nikolas, que acabou indo ao chão. “A deputada, com 1,60 metro de altura, 49 quilos e em tratamento contra um câncer, foi injustamente acusada de ter nocauteado o parlamentar com um soco”, diz parte da nota.

Camila diz ainda que reagiu ao empurra-empurra da mesma forma que qualquer mulher reagiria em um tumulto, quando um homem a pressiona contra a multidão.

“Não houve soco ou qualquer outro ato de violência deliberada, como alardeado nas redes sociais por publicações direcionadas. O resultado dessa campanha de perseguição foram centenas de comentários ofensivos e ameaças à integridade física e até mesmo à vida da deputada Camila Jara”, afirma a assessoria.

Nesta quinta-feira, a assessoria acionou a Polícia Legislativa para garantir a segurança da parlamentar. A escolta policial também será solicitada em Mato Grosso do Sul para garantir a segurança das atividades parlamentares no estado.

“A deputada Camila Jara reforça que não será intimidada pelo ódio dos que desrespeitam a democracia. A coragem e o diálogo são marcas do trabalho da parlamentar, que jamais se acovardará diante das injustiça”, concluiu.