Na manhã desta sexta-feira (18), contratos indicavam 55,2% para Flávio Bolsonaro e 43% para Lula; Renan Santos aparecia com 1,1%. Números representam um mercado de previsão, e não pesquisa de intenção de voto.
A disputa pela Presidência da República entrou nesta sexta-feira (18) com uma diferença superior a 12 pontos entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um dos mercados disponíveis na Polymarket, plataforma internacional de mercados de previsão.
Registros obtidos pelo O Contribuinte na manhã desta sexta mostram Flávio Bolsonaro com 55,2% no mercado relacionado ao resultado da eleição presidencial brasileira.
Lula aparecia com 43%.
A diferença entre os dois contratos chegava, portanto, a 12,2 pontos percentuais.
Bem atrás apareciam Renan Santos, com 1,1%, e Romeu Zema, abaixo de 1%, conforme o painel apresentado pela plataforma.
Flávio 55,2% x Lula 43%
Outro registro da Polymarket mostrava valores arredondados e os preços disponíveis para negociação.
Flávio aparecia com 55%, enquanto Lula registrava 43%.
O painel também apresentava volume superior a US$ 10,9 milhões associado ao contrato de Flávio e mais de US$ 11,3 milhões no de Lula, conforme os números exibidos no momento dos registros.
Renan Santos aparecia com volume superior a US$ 13,6 milhões no painel mostrado.
Os valores negociados são relevantes para compreender a natureza do indicador: diferentemente de uma pesquisa, a Polymarket funciona a partir de pessoas negociando posições financeiras relacionadas à ocorrência ou não de determinado resultado.
Gráfico mostra disputa entre Flávio e Lula

O histórico apresentado pela própria plataforma também mostra uma mudança significativa na avaliação do mercado ao longo dos últimos meses.
No gráfico disponível nesta sexta, Flávio e Lula passaram por períodos de aproximação e inversão das posições.
Na ponta final registrada no print desta sexta-feira, entretanto, a linha referente a Flávio alcança 55,2%, enquanto Lula aparece em 43%.
Renan Santos está em 1,1% e Romeu Zema abaixo de 1%.
O cenário apresentado pelo mercado, portanto, está praticamente concentrado nos contratos relacionados a Flávio e Lula neste momento.
Movimento ocorre em plena reta eleitoral
A movimentação ganha repercussão também pelo momento político.
Faltam poucas semanas para a votação de 4 de outubro, e as campanhas entram em sua etapa mais intensa, com anúncios, agendas nacionais e disputa pelo eleitorado.
Na véspera do registro apresentado pela Polymarket, Lula fez anúncios e declarações envolvendo políticas sociais, entre elas propostas relacionadas ao Bolsa Família e ao acesso a medicamentos para obesidade.
A proximidade temporal entre os acontecimentos pode alimentar interpretações políticas sobre a movimentação do mercado. Os registros apresentados, entretanto, não permitem afirmar que os anúncios de Lula tenham causado a diferença observada na Polymarket.
Para estabelecer essa relação seria necessário analisar as negociações e os horários das oscilações, além de outros acontecimentos capazes de influenciar os participantes.