Federação aposta em candidaturas próprias e em bandeiras ligadas a direitos sociais, reforma agrária, servidores públicos e justiça ambiental.
A Federação PSOL-Rede Sustentabilidade foi a primeira federação partidária a aparecer com candidaturas registradas no sistema DivulgaCandContas em Mato Grosso do Sul, abrindo oficialmente a temporada de registros das chapas que disputarão as eleições de 2026 no Estado.
A federação realizou sua convenção partidária no último sábado (25) e confirmou candidaturas para o Governo de Mato Grosso do Sul, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.
Na disputa pelo Governo do Estado, o nome escolhido foi o do presidente estadual do PSOL, Lucien Rezende. A candidata a vice-governadora será Kaelly Virginia de Oliveira Saraiva.
Com o registro, Lucien também apareceu como o quarto candidato ao Governo formalmente inserido no sistema eleitoral em todo o Brasil.
Segundo o candidato, a rapidez na organização e no registro da chapa é resultado de um trabalho coletivo desenvolvido pelos integrantes da federação.
“É um trabalho árduo e coletivo, com seriedade, determinação e organização daquilo que estamos construindo”, afirmou Lucien Rezende.
A candidatura própria mantém o PSOL-Rede fora das principais alianças que começam a ser construídas em Mato Grosso do Sul e coloca a federação como mais uma alternativa no campo da esquerda na disputa pelo Governo do Estado.
Beto do Movimento disputará o Senado
Para o Senado, a federação lançou a candidatura de Beto do Movimento. Elizangela Tiago da Maia foi registrada como primeira suplente, enquanto Francisca Katia Bastos Pereira ocupará a segunda suplência.
Beto afirmou que pretende desenvolver uma campanha voltada à mobilização social e à defesa de bandeiras historicamente ligadas aos movimentos populares.
Entre as propostas citadas pelo candidato estão o fim da escala de trabalho 6×1, a reforma agrária, o fortalecimento da agricultura familiar, a demarcação de terras indígenas e a defesa dos direitos trabalhistas dos servidores públicos federais.
“A gente vem dialogando na sociedade, vem colocando as propostas e, principalmente, trazendo algumas bandeiras de luta, que são justamente permanecer mobilizado contra a jornada de 6×1, a luta pela reforma agrária e o fortalecimento da agricultura familiar”, declarou.
Beto também afirmou que sua trajetória ligada aos movimentos sociais será apresentada como um dos diferenciais da candidatura.
“Por ser de movimento, acabo trazendo mais a questão da demarcação das terras indígenas e dialogando também com os servidores públicos federais sobre a questão do direito trabalhista”, acrescentou.
Federação apresenta chapa para deputado federal
Na disputa pelas oito cadeiras de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados, a Federação PSOL-Rede anunciou dez candidaturas durante a convenção.
Até o momento, nove nomes aparecem inscritos no sistema DivulgaCandContas, sendo cinco mulheres e quatro homens.
Os candidatos registrados são:
Anisio Guilherme da Fonseca; Cláudia de Souza Cursino Silveira Teles; Fábio Oliveira Rodrigues; Fátima Pereira de Souza; Gleycielli de Souza Nonato; Jorge Cabral Silva; Lahuanny de Oliveira Venâncio; Urias Fonseca Rocha; e Lya.
A diferença entre o número anunciado na convenção e o total disponível no sistema poderá ser atualizada durante o prazo de processamento e análise dos registros eleitorais.
Dez nomes disputarão vagas na Assembleia Legislativa
Para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, a federação oficializou dez candidaturas, sendo seis homens e quatro mulheres.
A chapa é formada por Fabiano Duarte da Silva, Gilvan Pereira Fernandes, Jean Carlos Alves Resende, José Rinaldo dos Santos, Jyeniffer Caroline Muller Rodrigues, Leandro da Silva Rodrigues, Kelliviane dos Santos Souza, Margila Leal de Souza Tocchio, Silvana Nascimento Vilalva e Ubiracy dos Santos.
Com candidaturas próprias nas disputas majoritárias e nomes para as eleições proporcionais, a Federação PSOL-Rede Sustentabilidade inicia o período eleitoral tentando ampliar sua presença política em Mato Grosso do Sul.
De acordo com a federação, a campanha será estruturada em torno da defesa dos direitos sociais, da justiça ambiental, da participação popular e de pautas relacionadas aos movimentos sociais.
O registro antecipado também permite que o grupo político largue na frente na formalização das candidaturas, enquanto os demais partidos e federações ainda realizam convenções e definem oficialmente seus representantes para as eleições de 2026.