O Partido dos Trabalhadores (PT) avançou de forma decisiva na organização eleitoral para 2026 em Mato Grosso do Sul e saiu da plenária estadual, realizada neste sábado (13), praticamente com a chapa majoritária definida. O ex-deputado federal Fábio Trad será o candidato ao Governo do Estado, tendo como vice a ex-primeira-dama Gilda dos Santos, esposa do ex-governador Zeca do PT, enquanto o deputado federal Vander Loubet será o candidato ao Senado.
A definição foi referendada publicamente pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, que participou das atividades do partido no Estado e não deixou margem para dúvidas quanto ao plano eleitoral da sigla.
“Nosso candidato aqui é o Fábio. O Fábio é o nosso candidato ao governo do Estado”, afirmou Edinho, reforçando a decisão da direção nacional.

Edinho também confirmou que a candidatura ao Senado será de Vander Loubet, hoje em seu sexto mandato como deputado federal, afastando especulações sobre eventual disputa da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), pela vaga em Mato Grosso do Sul.
“Mato Grosso do Sul tem uma direção forte, um diretório com tradição, que já governou o Estado. As decisões regionais ficam sob condução dessa direção, e nós vamos construir juntos, respeitando esse processo”, declarou o dirigente nacional.

Plenária reúne militância e reforça musculatura do PT
A definição da chapa ocorreu durante a plenária estadual do PT, realizada na Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de MS), que reuniu lideranças históricas, militantes e cerca de 200 novos filiados. O presidente estadual do partido, deputado federal Vander Loubet, celebrou o crescimento da legenda e o retorno de quadros históricos.
Entre os novos filiados está o ex-deputado federal Antonio Carlos Biffi, que retorna ao PT após quase uma década, depois de passagem pelo PDT. Também voltou à sigla a ex-secretária estadual de Educação Elza Jorge.
Para Vander, a recepção da militância confirma que o partido reencontrou confiança após anos de desgaste político.
“Cada dia estamos dando mais um passo. O discurso do Fábio aponta, cada vez mais concretamente, para ser o nosso candidato a governador”, afirmou.
Fábio Trad assume protagonismo como pré-candidato
Embora oficialmente ainda ressalte que seu plano inicial seria disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, Fábio Trad discursou como candidato ao Governo do Estado e reconheceu que a chapa está praticamente fechada, restando apenas uma definição estratégica da executiva nacional.
“Foi um encontro de alinhamento político entre a nacional e a estadual do PT com foco nas eleições de 2026. Surpreendeu-nos também o número de novos filiados que ingressam nos quadros do PT: mais de 200. Muito bom!”, afirmou Trad.
Segundo ele, a única variável ainda em discussão envolve a definição nacional sobre o futuro político da ministra Simone Tebet, que pode disputar o Senado por Mato Grosso do Sul ou por São Paulo, decisão que caberá ao presidente Lula.
Estratégia nacional e palanque de Lula
Edinho Silva destacou que Mato Grosso do Sul é considerado estratégico pelo PT na campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. Segundo ele, a chapa definida garante um palanque competitivo no Estado.
“Nós governamos este Estado no passado e inovamos em políticas públicas. Tenho muita confiança no resultado eleitoral, porque o nosso palanque será forte, liderado pelo Fábio, pelo Vander e por uma chapa consistente. O palanque do presidente Lula aqui será vitorioso”, afirmou.
Fábio Trad também ressaltou o simbolismo político da presença da direção nacional no Estado.
“A vinda do presidente nacional do PT significa que a esquerda de Mato Grosso do Sul está, sim, no radar político nacional. Não é possível que um Estado da importância geopolítica de Mato Grosso do Sul não tenha um palanque competitivo”, disse.
Cenário eleitoral começa a se consolidar
Com o movimento do PT, a disputa pelo Governo do Estado em 2026 começa a ganhar contornos mais claros. O atual governador Eduardo Riedel (PP) disputará a reeleição. O PSOL já lançou Lucien Rezende, ex-secretário de Desenvolvimento de Ribas do Rio Pardo. O economista Renato Gomes (DC) também é pré-candidato.
No campo da direita, o PL tem nomes interessados, como Marcos Pollon e João Henrique Catan, mas o partido já sinalizou apoio à reeleição de Riedel. O ex-senador Delcídio do Amaral (PRD) é citado como possível candidato, embora manifeste interesse em disputar o Senado.