Questionada pelo O Contribuinte, candidata afirma que policial civil é adulto, não foi criado por ela e defende aplicação rigorosa da lei independentemente de parentesco.
A candidata a deputada estadual Vivi Tobias (PL) se manifestou após seu nome passar a ser relacionado à prisão preventiva de um enteado, policial civil investigado em um caso envolvendo suspeita de tráfico de drogas.
Questionada pela redação do O Contribuinte sobre o episódio, Vivi rejeitou qualquer tentativa de transferir para ela responsabilidade pelas condutas investigadas e afirmou que não pretende fazer qualquer defesa do enteado caso as acusações sejam comprovadas.
“Eu não respondo pelo CPF de ninguém. Sou responsável apenas pelos meus filhos. Defendo o rigor da lei para todos: quem for inocente, que prove sua inocência; quem for culpado, que pague de acordo com a lei.”
A posição da candidata é de que a investigação deve seguir normalmente e que eventual responsabilidade deve recair exclusivamente sobre quem tenha praticado os atos apurados.
Vivi: “Não é meu filho e não foi criado por mim”
Vivi também esclareceu à reportagem a natureza da relação familiar.
Segundo a candidata, o homem investigado não é seu filho biológico, nunca foi criado por ela e é, inclusive, mais velho que a própria candidata.
Vivi afirma ser mãe de dois filhos que criou e cria, sendo um deles ainda menor de idade, e sustenta que jamais exerceu responsabilidade parental sobre a vida do enteado agora investigado.
Esse é um ponto que a candidata considera fundamental diante das tentativas de associar politicamente seu nome ao episódio.
Para Vivi, o fato de existir uma relação familiar decorrente de casamento não significa que ela possa responder pelas escolhas e condutas de um terceiro adulto.
Candidata denuncia tentativa de desgaste eleitoral
A proximidade das eleições também entrou na resposta de Vivi.
A candidata afirma enxergar motivação política na tentativa de utilizar a prisão do enteado para atingir sua candidatura à Assembleia Legislativa.
“Ninguém escolhe sua família estendida. O que define uma pessoa são suas próprias ações, seus próprios valores.”
Vivi classifica a tentativa de responsabilizá-la pelo episódio como uma forma de atingir sua reputação.
“Tentar sujar a imagem de um candidato usando parentes distantes, que ele nem criou, é assassinato de reputação, não é jornalismo nem justiça.”
A caracterização de “perseguição política” e “assassinato de reputação” é feita pela própria candidata. A existência de motivação eleitoral por parte de quem divulgou ou explorou o vínculo precisaria ser demonstrada separadamente.
Prisão não significa condenação
Outro ponto importante é que uma prisão preventiva não representa condenação criminal.
O policial civil está submetido a investigação e deverá responder individualmente pelos fatos que lhe são atribuídos, observados o devido processo legal e o direito de defesa.
A própria Vivi adota essa distinção em sua resposta: se inocente, defende que ele demonstre sua inocência no processo; se culpado, que seja responsabilizado conforme a legislação.
A candidata não pediu tratamento diferenciado, interferência na investigação ou qualquer benefício decorrente de sua posição política.
Ao contrário, sua declaração ao O Contribuinte foi de defesa da aplicação da lei.
Reta final de campanha
O episódio surge justamente na reta final de uma campanha em que Vivi Tobias vem adotando discurso de forte enfrentamento político.
Candidata pelo PL, Vivi construiu sua campanha em torno de bandeiras conservadoras, defesa da família, propriedade privada, agronegócio e críticas às pautas que associa à esquerda.
Agora, diante de um episódio envolvendo uma pessoa de sua família estendida, procura estabelecer uma separação entre sua trajetória e a conduta individual investigada.
A posição apresentada pela candidata ao O Contribuinte é objetiva: não pretende assumir responsabilidade por atos de terceiros e tampouco defender eventual irregularidade praticada pelo enteado.
“Quem for inocente, que prove sua inocência; quem for culpado, que pague de acordo com a lei.”
É essa a resposta que Vivi Tobias apresenta ao caso enquanto mantém sua candidatura à Assembleia Legislativa na reta final das eleições de 2026.