Reinaldo Azambuja alcançou 903.554 votos e se tornou o candidato ao Senado mais votado da história do Estado; Capitão Contar, com 856.045, assume a segunda posição
Mato Grosso do Sul produziu neste domingo (4) mais um resultado histórico nas urnas. Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, ambos do PL, conquistaram as duas vagas para o Senado e, juntos, quebraram uma marca que até então pertencia a Tereza Cristina.
Reinaldo terminou a eleição com 903.554 votos, tornando-se, em números absolutos, o candidato ao Senado mais votado da história de Mato Grosso do Sul.
Capitão Contar alcançou 856.045 votos e também ultrapassou a votação obtida por Tereza Cristina em 2022. Com isso, Contar passa a ocupar a segunda posição entre as maiores votações nominais para senador registradas no Estado.
Tereza havia recebido 829.149 votos há quatro anos.
O levantamento histórico feito pelo O Contribuinte, a partir dos resultados das eleições para o Senado em Mato Grosso do Sul, mostra que nomes de enorme peso eleitoral passaram pela disputa ao longo das últimas décadas, mas nenhum havia ultrapassado a barreira dos 900 mil votos.
Reinaldo conseguiu.
Tereza tinha o recorde
A marca anterior havia sido estabelecida justamente por Tereza Cristina, que chegou às eleições de 2022 como ex-ministra da Agricultura do governo Jair Bolsonaro e uma das candidaturas de maior favoritismo daquele pleito em Mato Grosso do Sul.
Tereza foi eleita com 829.149 votos, correspondentes a 60,85% no resultado daquela disputa.
A força eleitoral foi tamanha que a senadora recebeu, em números absolutos, mais votos do que Eduardo Riedel obteria no segundo turno para governador naquele mesmo ano. Riedel foi eleito com 808.210 votos.
Durante quatro anos, os 829.149 votos de Tereza permaneceram como a maior votação nominal para o Senado no Estado.
Até 2026.
Reinaldo recebeu 74.405 votos a mais que Tereza, enquanto Contar superou a antiga recordista em 26.896 votos.
O novo pódio das maiores votações fica, portanto, assim:
| Posição | Candidato | Ano | Votos |
| 1 | Reinaldo Azambuja | 2026 | 903.554 |
| 2 | Capitão Contar | 2026 | 856.045 |
| 3 | Tereza Cristina | 2022 | 829.149 |
| 4 | Delcidio do Amaral | 2010 | 826.848 |
| 5 | Ramez Tebet | 2002 | 734.253 |
Os números mostram também quão fora da curva foi a eleição deste ano. Reinaldo, Contar, Tereza e Delcídio são os únicos nomes desse recorte histórico a superar a casa dos 800 mil votos.
Delcídio permaneceu anos entre as maiores votações
Antes da ascensão de Tereza Cristina, outro resultado que se destacava historicamente era o de Delcídio do Amaral.
Em 2010, quando Mato Grosso do Sul elegia dois senadores, Delcídio recebeu 826.848 votos, aparecendo com 34,90% no cálculo daquela eleição.
O resultado permaneceu durante anos como uma das maiores demonstrações de força eleitoral em números absolutos para o Senado em Mato Grosso do Sul.
Em 2002, também em uma eleição de duas vagas, Ramez Tebet recebeu 734.253 votos, enquanto Delcídio obteve 496.879.
Voltando ainda mais no tempo, em 1998, quando havia apenas uma vaga em disputa, Juvêncio da Fonseca foi eleito com 384.264 votos.
Outros nomes de grande expressão política, como Marisa Serrano e Simone Tebet, também conquistaram mandatos no Senado, mas não alcançaram, em números absolutos, o patamar registrado agora por Reinaldo e Contar.
Percentuais exigem uma comparação diferente
Há uma particularidade importante quando se olha para o percentual.
Tereza Cristina continua dona de uma marca percentual de enorme expressão, com 60,85% em 2022. Mas não é correto simplesmente colocar os 60,85% dela contra os 34,64% de Reinaldo e os 32,82% de Contar como se fossem eleições submetidas à mesma base de cálculo.
O motivo é simples.
Em 2022, apenas uma cadeira do Senado estava em disputa, portanto cada eleitor podia votar em apenas um candidato.
Já em 2026, duas cadeiras foram renovadas, permitindo ao eleitor escolher dois candidatos. É a mesma característica encontrada, por exemplo, nas eleições de 2010 e 2002.
É por isso que Reinaldo aparece oficialmente com 34,64% e Contar com 32,82%, apesar de terem recebido, individualmente, mais votos que Tereza Cristina.
Assim, o recorde quebrado em 2026 é o de número absoluto de votos recebidos por um candidato ao Senado.
E nesse quesito o resultado é histórico.
PL coloca dois nomes no topo da história
A eleição ainda produziu uma situação inédita: os dois primeiros colocados do mesmo pleito passaram a ocupar simultaneamente as duas primeiras posições do ranking histórico de votos para o Senado em Mato Grosso do Sul.
Reinaldo Azambuja, ex-governador por dois mandatos, chega ao Senado com 903.554 votos e assume o primeiro lugar.
Capitão Contar, que quatro anos antes havia disputado o Governo do Estado contra Eduardo Riedel, chega a Brasília respaldado por 856.045 votos e ocupa o segundo.
Tereza Cristina, até então recordista, passa para a terceira colocação, com seus 829.149 votos de 2022.
Delcídio do Amaral, com 826.848 votos em 2010, aparece logo depois.
Se a eleição de 2022 havia demonstrado o tamanho da força eleitoral de Tereza Cristina, as urnas de 2026 elevaram novamente a régua do Senado em Mato Grosso do Sul: pela primeira vez um candidato ultrapassou 900 mil votos — e dois candidatos, na mesma eleição, superaram a marca que até domingo era o recorde estadual.