A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o serviço de transporte coletivo em Campo Grande realiza, nesta segunda-feira (23), uma reunião decisiva para definir os próximos passos dos trabalhos. Em pauta, está a possibilidade de novas oitivas e a elaboração de um cronograma adicional de atividades.
Segundo o presidente da CPI, vereador Dr. Lívio Leite (União Brasil), a nova fase incluirá oitiva com um especialista em mobilidade urbana de Campinas, já agendada para o dia 2 de julho. Originalmente, o planejamento da terceira etapa da investigação previa depoimentos até a última quarta-feira (18).
Um dos episódios mais polêmicos desta fase foi a ausência do sócio-proprietário do Consórcio Guaicurus, Paulo Constantino, que deveria ter prestado depoimento na última reunião, mas apresentou um atestado médico oftalmológico e não compareceu. A defesa do consórcio chegou a solicitar que o empresário não fosse mais convocado. Apesar disso, uma nova convocação para Constantino deve ser discutida na reunião desta segunda, embora o presidente da CPI já tenha se manifestado contra a medida.
Durante o mês de junho, ex-funcionários e diretores do Consórcio foram ouvidos. Um dos principais apontamentos foi o envelhecimento da frota: quase 97 ônibus estariam com a idade vencida, e cerca de 200, dos 416 veículos em circulação, precisariam ser substituídos para cumprir o contrato, que exige idade média de cinco anos.
Audiência pública ouvirá usuários nesta quarta-feira (25)
A população também poderá participar da investigação. Está marcada para quarta-feira (25), a partir das 13h, uma audiência pública que pretende ouvir relatos de usuários do transporte coletivo da Capital. A participação será aberta ao público, com possibilidade de presença tanto na Câmara Municipal quanto na Praça Ary Coelho, onde será montado um ponto com link de transmissão direto com a Casa de Leis.
Interessados poderão se inscrever momentos antes do início da audiência. A expectativa é que o espaço receba manifestações de usuários, trabalhadores do sistema, sindicatos, estudantes, idosos, pessoas com deficiência (PCDs), entre outros grupos afetados pela qualidade do serviço prestado.
Relatório final deve ser entregue em agosto
Com o recesso parlamentar previsto para começar no dia 16 de julho, as atividades da CPI serão temporariamente interrompidas, assim como sessões ordinárias, extraordinárias e audiências públicas. A entrega do relatório final está prevista para agosto, após o retorno das atividades legislativas.