Diagnóstico liderado por Riedel e Azambuja reúne produtores e especialistas e aponta gargalos do setor
Em um movimento que mistura articulação técnica e sinalização eleitoral, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), declarou publicamente que o senador Flávio Bolsonaro (PL) é o “próximo presidente da República” e formalizou a entrega de um diagnóstico estratégico do agronegócio brasileiro ao parlamentar.
A agenda, realizada em Brasília e divulgada em publicação conjunta com o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), pré-candidato ao Senado, consolida um eixo político entre Mato Grosso do Sul e o projeto nacional do PL para 2026.
“Estamos aqui com o nosso próximo presidente da República, Flávio Bolsonaro, junto com Reinaldo Azambuja. Viemos trazer a contribuição de diretrizes centrais para o agro brasileiro, a pedido do nosso candidato Flávio”, afirmou Riedel na publicação.
O documento entregue, intitulado “Pacto Pelo Desenvolvimento: A Potência do Agro”, reúne uma série de propostas estruturantes elaboradas por representantes do setor produtivo, especialistas e agentes diretamente ligados à atividade agropecuária. A iniciativa busca dar musculatura ao plano de governo do pré-candidato à Presidência, com base em demandas reais do campo.
Segundo o governador, o material foi construído “por muitas mãos”, reunindo conhecimento técnico e experiência prática. “A gente traz aqui uma série de diretrizes essenciais, conduzidas e elaboradas por pessoas que conhecem o setor, que sentem na ponta onde estão os gargalos”, destacou.
O diagnóstico parte de uma leitura estratégica do Brasil como potência agropecuária. Entre os pontos destacados estão a fertilidade do solo, a abundância de recursos hídricos, o avanço tecnológico no campo, o papel do país na segurança alimentar global e o potencial em novas matrizes energéticas. O documento também reforça o peso econômico do setor, responsável por cerca de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Estruturado em sete eixos centrais, o “Pacto pelo Desenvolvimento” propõe uma reconfiguração do papel do agronegócio no país:
produção com sustentabilidade e inclusão
infraestrutura
crédito e seguro rural
segurança jurídica e modernização ambiental
fortalecimento das cadeias agroindustriais
ciência e tecnologia
inserção internacional do agro brasileiro
A proposta vai além de medidas pontuais e tenta reposicionar o agro como elemento estratégico de um projeto nacional de desenvolvimento.
Ao receber o documento, Flávio Bolsonaro reforçou o discurso de valorização do setor e indicou que as propostas devem ser incorporadas ao seu plano de governo. “O agro é a moeda forte do Brasil, um patrimônio nacional que precisa deixar de ser perseguido. Vamos garantir crédito acessível, segurança jurídica e modernização para que continue sendo motivo de orgulho para todos os brasileiros”, afirmou.
O senador também destacou que pretende analisar o material “com carinho” e transformá-lo em base programática. “Nada melhor para um pré-candidato do que receber propostas de quem entende, de quem vive a realidade do campo”, completou.
A presença de Reinaldo Azambuja no ato reforça o peso político da articulação. Pré-candidato ao Senado, o ex-governador atua como elo entre o setor produtivo e o projeto eleitoral do PL, consolidando uma frente com forte influência no Centro-Oeste.
Nos bastidores, o gesto de Riedel é interpretado como mais do que institucional. Ao antecipar apoio e associar sua imagem ao projeto presidencial de Flávio Bolsonaro, o governador sinaliza alinhamento ideológico e estratégico, além de posicionar Mato Grosso do Sul como protagonista na formulação de políticas nacionais para o agronegócio.
A publicação conjunta escancara um movimento coordenado: transformar o agro em eixo central do debate eleitoral de 2026. Mais do que isso, indica que o Estado pretende exportar não apenas produção, mas também influência política na construção de um eventual novo governo.
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