Com aval da União, recurso do Banco Mundial terá juros reduzidos e prazo de até 18 anos
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assinam nesta terça-feira, em Brasília, um contrato de empréstimo de R$ 1 bilhão junto ao Banco Mundial. A União atuará como avalista da operação, garantindo condições facilitadas ao governo estadual.
O financiamento apresenta juros considerados baixos para padrões de mercado — IPCA acrescido de 1% ao ano — além de prazo de pagamento de até 18 anos e período de carência. Os recursos, segundo o governo estadual, serão destinados exclusivamente a investimentos, sendo vedado o uso para custeio da máquina pública.
A proposta também permite a destinação de parte do montante para a capitalização do fundo garantidor de Parcerias Público-Privadas (PPPs), além do fortalecimento de fundos estaduais voltados a políticas públicas estratégicas — uma sinalização de aposta em modelos de cooperação com a iniciativa privada.
O empréstimo integra o Programa MS Ativo II, que prevê um volume total de R$ 2,5 bilhões em investimentos, considerando as duas fases da iniciativa. O foco principal está na melhoria da infraestrutura rodoviária, com previsão de contemplar aproximadamente 800 quilômetros de estradas em diversas regiões do Estado.
Entre os municípios que devem receber intervenções estão Jateí, Naviraí, Iguatemi, Eldorado, Novo Horizonte do Sul, Itaquiraí, Nova Andradina, Angélica, Anaurilândia, Bataguassu, Taquarussu, Água Clara, Três Lagoas, Inocência e Paranaíba.
A expectativa do governo é que os investimentos ampliem a capacidade logística do Estado, com impacto direto no escoamento da produção e na integração regional. Ainda assim, o avanço de novos financiamentos públicos reacende o debate sobre o nível de endividamento dos estados e a efetividade da aplicação dos recursos em obras estruturantes.