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Sarampo volta a preocupar e Campo Grande está abaixo da meta de vacinação

Campo Grande mantém o alerta para o risco de reintrodução do sarampo, mesmo sem registrar novos casos da doença desde 2020. O principal motivo é a baixa cobertura vacinal: apenas 73% do público-alvo está protegido na Capital, enquanto a meta considerada ideal pelo Ministério da Saúde é de 95%.

Em Mato Grosso do Sul, 14 casos suspeitos de sarampo foram registrados em 2026, mas todos acabaram descartados pela Secretaria Estadual de Saúde.

O cenário preocupa porque o vírus voltou a circular em outras regiões do país. Em 2026, o Brasil já confirmou 24 casos, sendo 23 em São Paulo e um no Rio de Janeiro. A circulação de pessoas entre os estados e a proximidade de Mato Grosso do Sul com outras áreas aumentam o risco de reintrodução do vírus.

Segundo o infectologista Alexandre Bertucci, do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, da UFMS, o surgimento de casos não é motivo para pânico, mas deve servir de alerta para que a população confira a situação vacinal.

Em Campo Grande, os últimos casos confirmados ocorreram em 2020, quando dez pessoas foram diagnosticadas com a doença.

No Estado, a cobertura da primeira dose da vacina tríplice viral está em 91,63%, também abaixo da meta de 95%. Até 17 de agosto, foram aplicadas 115.905 doses.

A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Pelo calendário de vacinação, a primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Pessoas de 5 a 29 anos que não completaram o esquema precisam receber duas doses. Para quem tem entre 30 e 59 anos e nunca foi vacinado, a recomendação é de pelo menos uma dose.

O sarampo é altamente contagioso e pode ser transmitido pelo ar por meio de tosse, espirro, fala e respiração. Segundo o Ministério da Saúde, uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 18 pessoas não vacinadas.

Os sintomas costumam aparecer entre sete e 21 dias após o contato com o vírus. Os principais sinais são febre alta, mal-estar, tosse seca, coriza e conjuntivite. Depois, podem surgir manchas avermelhadas que começam geralmente no rosto e na cabeça e se espalham pelo corpo.

A doença também pode provocar complicações graves, como pneumonia, otite, desidratação e encefalite, que pode levar à internação e até à morte.

Pais, responsáveis e adultos que não sabem se receberam as doses devem procurar uma unidade de saúde para conferir a caderneta e atualizar a vacinação. O alerta das autoridades é claro: com o vírus circulando novamente no país e a cobertura abaixo da meta, manter a vacinação em dia é a principal forma de evitar que o sarampo volte a se espalhar em Campo Grande.