Em resposta à quarta fase da Operação Sucessione, deflagrada nesta terça-feira (25), a defesa do ex-deputado estadual Roberto Razuk protocolou pedido de prisão domiciliar ainda durante a tarde. O pedido foi formulado pelos advogados André Borges e João Amar, com base no estado de saúde do ex-parlamentar, preso durante a manhã.
A esposa de Roberto, Délia Razuk, que foi prefeita de Dourados, declarou mais cedo que o marido enfrenta um “estado de saúde extremamente delicado”. Segundo ela, o patriarca da família foi submetido a duas cirurgias oncológicas para remoção de tumores na bexiga e no rim. “Ele acabou de fazer duas cirurgias. A situação dele de saúde é extremamente delicada”, afirmou. Além de Roberto, dois de seus filhos também foram presos: Jorge Razuk e Rafael Razuk. O deputado estadual Neno Razuk não foi alvo desta etapa da operação.
A nova ação do Gaeco representa a quarta etapa da Operação Sucessione e atinge pelo menos 20 alvos de prisão, com mandados sendo cumpridos em cinco cidades de Mato Grosso do Sul – Dourados, Campo Grande, Corumbá, Maracaju e Ponta Porã – além dos estados do Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.
Em nota oficial, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul afirmou que as fases anteriores da operação revelaram a existência de uma “organização criminosa armada, violenta, que se dedicava à exploração de jogos ilegais, corrupção e demais delitos correlatos”.
Durante as ações realizadas no início da manhã, foram apreendidos armamentos e quantias em dinheiro, embora o balanço final ainda não tenha sido divulgado. Entre os presos confirmados estão o pai e dois irmãos do deputado estadual Neno Razuk, que já havia sido alvo de fases anteriores da Sucessione.
A lista de alvos inclui Roberto Razuk, ex-deputado estadual e pai de Neno; Rafael Razuk e Jorge Razuk, irmãos do parlamentar; o advogado Rhiad Abdulahad; o empresário Sérgio Donizete Balthazar; Samuel Ozório Júnior, dirigente sindical; Jonathan Gimenes Grance, sobrinho do traficante Jarvis Pavão; Marco Aurélio Horta, chefe de gabinete de Neno; Marcelo Tadeu Cabral, suplente de vereador e empresário; e Wilian Ribeiro de Oliveira, preso no estado de Goiás.