A crise financeira da Santa Casa de Campo Grande voltou a impactar o atendimento à população. Funcionários do hospital iniciaram uma nova paralisação após o atraso no pagamento dos salários, suspendendo parte dos serviços prestados pela instituição. Esta é mais uma mobilização motivada pela falta de pagamento dos trabalhadores, agravando um cenário que se repete ao longo de 2026.
De acordo com representantes dos trabalhadores, profissionais de diferentes setores aderiram ao movimento, incluindo equipes de enfermagem, fisioterapia, nutrição, psicologia e áreas administrativas. A paralisação mantém apenas os serviços essenciais, conforme determina a legislação para hospitais, garantindo o atendimento de urgência e emergência, enquanto procedimentos eletivos e parte dos atendimentos ambulatoriais são afetados.
Segundo os sindicatos, o protesto foi motivado pelo não pagamento dos salários dentro do prazo legal. Os trabalhadores cobram uma solução definitiva para os recorrentes atrasos, que, segundo as entidades, comprometem a situação financeira dos profissionais e afetam o funcionamento da maior unidade hospitalar de Mato Grosso do Sul.
A direção da Santa Casa informou que enfrenta dificuldades financeiras em razão do atraso no repasse de recursos públicos destinados ao custeio da instituição. Em manifestações anteriores, a Prefeitura de Campo Grande atribuiu parte do problema ao atraso no crédito de recursos federais, afirmando que, após a regularização, os repasses municipais foram efetuados ao hospital.
A Santa Casa é referência em atendimentos de média e alta complexidade para Campo Grande e diversos municípios do interior do Estado. Por isso, qualquer redução nas atividades gera impacto direto na rede pública de saúde, especialmente em procedimentos cirúrgicos, internações e atendimentos especializados.
Enquanto aguardam a regularização dos pagamentos, os trabalhadores afirmam que a paralisação permanecerá até que haja uma solução concreta para o impasse. A expectativa é de que representantes da direção do hospital, dos sindicatos e do poder público se reúnam para buscar uma alternativa que permita normalizar os atendimentos e evitar novos prejuízos aos pacientes.