O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, votou nesta terça-feira (9) pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no julgamento que analisa a suposta tentativa de golpe de Estado.
O voto do magistrado não surpreendeu, já que Moraes é apontado por aliados do ex-presidente como parte interessada no processo, acumulando embates diretos com Bolsonaro e sua base política nos últimos anos.
Além de Bolsonaro, Moraes também defendeu a condenação de outros investigados no caso, entre eles:
- Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil;
- Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
- Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Abin;
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
O julgamento segue no plenário do STF e deve contar ainda com os votos de ministros que, segundo críticos, já têm posições conhecidas sobre o caso — como Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula, e Flávio Dino, ex-ministro da Justiça do atual governo.
Para a defesa do ex-presidente, a acusação se sustenta em interpretações políticas e suposições, sem provas concretas que indiquem a existência de um plano golpista. Já Moraes sustentou em seu voto que houve uma “trama articulada” para romper a ordem democrática.
A expectativa é de que a Corte forme maioria pela condenação, consolidando um desfecho que aliados de Bolsonaro consideram previamente decidido.