De aliada do bolsonarismo a patrocinadora da Parada LGBT. A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), eleita em 2018 na esteira da onda conservadora que levou Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto, virou alvo de críticas após destinar R$ 250 mil em verbas públicas para a realização da 22ª Parada da Cidadania e do Orgulho LGBTQIAPN+ em Campo Grande.
O evento contou com a verba da parlamentar, que hoje se apresenta em campo político distante daquele que a projetou nacionalmente.
A decisão provocou forte reação entre setores conservadores e cristãos, que a acusam de abandonar princípios que a elegeram. Para críticos, Soraya, que chegou ao Senado com um discurso duro contra o “uso ideológico do dinheiro público”, agora repete a prática que antes condenava.
“Esse dinheiro poderia ser destinado à saúde, à educação ou à segurança pública, mas foi parar em um evento de viés ideológico”, reclamam lideranças ligadas ao eleitorado conservador.
A mudança de posicionamento de Soraya, cada vez mais próxima de bandeiras que outrora demonizava, chama atenção justamente no penúltimo ano de seu mandato, quando já se fala em 2026 e na tentativa de reeleição. O movimento é visto por analistas como uma guinada estratégica em busca de novos apoios, diante do desgaste de sua relação com o eleitorado conservador.
