Senadora foi decisiva em votação que barrou investigação proposta contra integrantes da Suprema Corte
A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) teve papel decisivo na rejeição do relatório final da CPI do Crime Organizado, que previa o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Procurador-Geral da República.
Em votação apertada, o parecer foi derrubado por 6 votos a 5, com apoio da base governista. O voto de Soraya integrou a maioria que barrou o avanço do relatório, encerrando os trabalhos da comissão sem indiciamentos.
O documento, elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pedia o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do PGR Paulo Gonet, citando possíveis conexões levantadas no âmbito das investigações da CPI.
Voto decisivo e alinhamento com base governista
Soraya, que recentemente se filiou ao PSB e passou a integrar a base de apoio ao governo Lula no Senado, acompanhou os demais parlamentares governistas na votação.
Nos bastidores, houve forte articulação política para evitar a aprovação do relatório, considerado sensível por envolver integrantes da cúpula do Judiciário. A mobilização garantiu a maioria mínima necessária para rejeitar o texto.
O relatório da CPI mencionava suspeitas e informações em apuração relacionadas ao banco Master e a seu controlador, o empresário Daniel Vorcaro com ministros do Supreml Tribunal Federal.
A posição de Soraya Thronicke marca uma mudança relevante em sua trajetória política.
Eleita em 2018 com apoio do então presidente Jair Bolsonaro, a senadora construiu sua imagem defendendo pautas como:
– a Operação Lava Jato;
– o combate à corrupção;
– e a reforma do Judiciário.
Oito anos depois, seu voto foi decisivo para barrar um relatório que propunha investigar integrantes da Suprema Corte.