O Supremo Tribunal Federal (STF), esse colosso intocável que se arvora guardião da Constituição, está devorando R$ 908 milhões do orçamento público em 2025 – uma fatia generosa que poderia salvara milhões de brasileiros da miséria, mas que é sugada para sustentar a vida de luxo de 11 mil servidores e ministros. E o pior: cerca de 40% desse montante, algo em torno de R$ 363 milhões, vai direto para os infames “penduricalhos” – esses extras absurdos como quinquênios, licenças compensatórias e gratificações cumulativas que transformam juízes em milionários vitalícios, enquanto o povo rala com o teto salarial e impostos vorazes. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da própria Corte revelam essa podridão: o Judiciário como um todo já torrou R$ 6,89 bilhões só em penduricalhos no primeiro semestre de 2025, mais que o custo de cinco programas sociais do governo Lula, como o Pé-de-Meia (R$ 3,2 bilhões para 3,2 milhões de jovens) e o Seguro-Defeso (R$ 6,6 bilhões estimados para 1,2 milhão de pescadores pobres).
Esse escândalo não é novidade, mas explode em 2025 com a aprovação unânime do orçamento da Corte em R$ 953,8 milhões – dos quais R$ 894 milhões vão para custeio e investimentos, e o resto para previdência patronal. Barroso, o presidente do STF, justifica o inchaço com “gastos em segurança” que saltaram de R$ 40 milhões em 2020 para R$ 60 milhões agora, culpando a “hostilidade” da direita conservadora que ousa questionar suas ativismos. Mas e os penduricalhos? Esses, sim, são o verdadeiro rombo: isentos de Imposto de Renda, fora do teto de R$ 46 mil e aprovados pela própria toga em conluio consigo mesma. No TST, vizinho de luxos, ministros embolsaram até R$ 419 mil líquidos em dezembro de 2024 graças a retroativos e licenças que custaram R$ 819 milhões à Justiça entre 2023 e 2024. No STJ e TST juntos, um novo penduricalho de “licença compensatória” para 958 servidores vai sugar R$ 3,4 milhões por mês – ou R$ 40,8 milhões anuais só para “compensar” quatro dias extras de trabalho que viram grana na mão.
Enquanto isso, o Brasil conservador assiste atônito: promotores do MP-SP recebem média de R$ 62 mil mensais em extras por “acúmulo de acervo”, totalizando R$ 687,4 milhões em 2024, e brigam no WhatsApp por mais, invejando os Porsche dos desembargadores. A PGR, não fica atrás, pagou R$ 294 milhões em penduricalhos em 2024 e no primeiro trimestre de 2025, com procuradores chegando a R$ 129 mil brutos em um mês. É o retrato da hipocrisia lulista: o PT posa de defensor dos pobres, mas banca supersalários para a elite togada que aprova suas loucuras constitucionais. Esses R$ 908 milhões do STF poderiam financiar o Garantia-Safra inteiro (R$ 781 milhões para agricultores nordestinos) duas vezes, ou o BPC para idosos e deficientes por meses a fio. Em vez disso, vão para VPNIs “ressuscitadas” pelo próprio STF, abonos pecuniários e gratificações que o contribuinte financia com suor.
A direita brasileira não cala mais: movimentos no X já reúnem milhares exigindo o fim dessa farra, com apoio de economistas como André Perfeito, que denuncia o “país do puxadinho” onde o Judiciário foge da austeridade que impõe aos outros. O Congresso, que resiste à MP Taxa-Tudo de Lula, precisa mirar agora no STF: corte radical nos penduricalhos, transparência total e volta ao teto para todos. Senão, o povo – esse sim, o verdadeiro soberano – vai explodir em revolta justificada. Basta de toga acima da lei: o Brasil conservador clama por justiça fiscal de verdade, não por esse banquete às custas do pobre!