A Polícia Federal (PF) revelou que Breno Chaves Pinto, segundo suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), está sendo investigado por envolvimento em um esquema de corrupção no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Amapá. A Operação Route 156, deflagrada em julho de 2025, apura fraudes em licitações e desvios em contratos de manutenção da BR-156.
Segundo a PF, Chaves Pinto indicou Elenice Fernandes para o quadro do DNIT/AP sem que ela passasse por processo seletivo. Elenice, funcionária do órgão, mantinha uma relação próxima com o empresário e repassava informações internas a ele. Em um áudio de 16 minutos em posse da PF, Elenice afirma que “o Breno manda aqui no DNIT” e que a nomeação do superintendente Marcello Vieira Linhares ocorreu por indicação dele.
Além disso, a PF monitorou Chaves Pinto durante um saque de R$ 350 mil em uma agência do Banco do Brasil em Santana (AP), ocorrido em novembro de 2024. O empresário foi seguido por agentes federais desde sua chegada até a agência, onde permaneceu por cerca de 30 minutos.
A defesa de Breno Chaves afirmou que o processo corre sob segredo de Justiça e que ele “reafirma sua inocência e tranquilidade”, devendo se pronunciar no momento oportuno. A assessoria de Davi Alcolumbre declarou que o senador não tem relação com a atuação empresarial de seu suplente.
O DNIT informou que está colaborando com as investigações e repudia “qualquer prática fraudulenta ou ato de corrupção”. O órgão afirmou ainda que suas instâncias de integridade apuram os fatos para eventual adoção de medidas administrativas.
As investigações continuam em andamento, e mais detalhes podem ser divulgados conforme o andamento do processo.