Uma nova ferramenta utilizada por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) pode reduzir o risco de queda de árvores urbanas e evitar apagões, danos em ruas e até mortes.
Um grupo de biólogos e engenheiros da USP (Universidade de São Paulo) aplicou pela primeira vez a LiDAR (Light Detection and Ranging) para investigar a saúde de árvores urbanas e adequar a poda — conforme divulgado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).
A ferramenta permite mapear e avaliar a estrutura interna e externa de árvores em parques e vias públicas de forma não invasiva, identificando áreas ocas, pragas e inclinações de risco antes que a planta venha a tombar.
Diferente das análises visuais tradicionais — que muitas vezes não conseguem detectar a deterioração interna no tronco —, o equipamento emite milhões de feixes de luz por segundo para gerar um modelo tridimensional em alta resolução de cada espécime.
A partir desse modelo 3D, pesquisadores e engenheiros florestais calculam com exatidão o volume da copa, o centro de gravidade e o nível de resistência biomecânica da árvore contra ventos fortes
A aplicação do LiDAR em perícias urbanas ganha relevância em cenários de mudanças climáticas, onde episódios de temporais atípicos e fortes rajadas de vento têm provocado a queda recorrente de espécimes de grande porte, resultando em danos à fiação elétrica, veículos e interrupção do trânsito.
Prevenção e preservação do ecossistema
Além de prevenir quedas iminentes, a tecnologia evita supressões desnecessárias.
Árvores antigas ou históricas que aparentavam risco pela inspeção visual podem ser diagnosticadas como estruturalmente seguras pelo escaneamento a laser, permitindo que os municípios apliquem apenas podas corretivas ou reforço estrutural.
A adoção do escaneamento a laser em planos de manejo municipal visa otimizar o trabalho das equipes de meio ambiente e defesa civil, direcionando os cortes preventivos estritamente para as árvores com real comprometimento de estabilidade.