(67) 9 9689-6297 | ocontribuintebr@gmail.com

“Tem que moer essa vagabunda”: mensagens ligam Vorcaro a ameaça contra empregada

Diálogos revelam pedido para “puxar endereço” e intimidar empregada que teria contrariado o banqueiro.

Além das ameaças contra jornalista, a decisão do ministro André Mendonça também menciona mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro envolvendo intimidação contra uma funcionária.

Segundo o documento, em conversa extraída pela Polícia Federal, Vorcaro teria afirmado:

“Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda.”

Na sequência, o interlocutor pergunta:

“O que é pra fazer?”

E a resposta atribuída a Vorcaro é:

“Puxa endereço tudo.”

Estrutura para intimidação

A investigação aponta que o grupo “A Turma” seria utilizado para coordenar ações de monitoramento e intimidação. Em outro trecho mencionado na decisão, há referência a colocar integrantes do grupo para “intimidar” funcionários.

O ministro cita que as conversas indicam padrão de comportamento voltado à coação e uso de terceiros para pressionar pessoas vistas como ameaça aos interesses do investigado.

Agravamento do quadro judicial

Para o STF, o conjunto das mensagens reforça o entendimento de que não se trataria de meros desabafos, mas de indícios de estrutura organizada para vigilância e intimidação.

A soma de elementos — fraudes financeiras, acessos indevidos a sistemas oficiais e ameaças — foi determinante para a decretação da prisão preventiva.

A defesa do empresário poderá se manifestar nos autos e contestar as acusações no decorrer do processo.