(67) 9 9689-6297 | ocontribuintebr@gmail.com

Terreno de Jaques Wagner teve valorização de 11.400% após rodovia projetada por ele

Um terreno de 51 mil metros quadrados ligado ao senador Jaques Wagner (PT-BA) passou a ser alvo de debate político após registrar uma valorização expressiva ao longo de 25 anos. A área, localizada na Região Metropolitana de Salvador, foi adquirida em 2000 por R$ 28 mil e posteriormente negociada por R$ 15 milhões, segundo documentos obtidos por reportagem da Folha de S.Paulo.

De acordo com o levantamento, considerando a correção pela inflação no período, a valorização real do imóvel chegou a aproximadamente 11.400%. A área fica às margens da Via Metropolitana, rodovia criada como um novo eixo de ligação e expansão urbana entre Salvador e Camaçari.

A estrada teve estudos desenvolvidos durante a gestão de Wagner no Governo da Bahia, entre 2007 e 2014, e sua contratação ocorreu naquele período. A obra foi concluída posteriormente, em 2018, durante o governo seguinte.

Área ganhou valor com expansão urbana

A Via Metropolitana foi planejada como uma alternativa para melhorar a mobilidade na região e estimular novos vetores de crescimento urbano. Com a chegada da infraestrutura viária, áreas próximas passaram a despertar maior interesse imobiliário.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o terreno adquirido por Wagner está inserido em uma região que passou a receber novos empreendimentos, incluindo projetos residenciais de padrão elevado.

Negociação entrou no radar das autoridades

A venda do terreno, avaliada em R$ 15 milhões, teve sua transferência suspensa por decisão judicial no âmbito de uma investigação que apura possíveis irregularidades relacionadas ao Banco Master. A suspensão ocorreu como medida cautelar, e não representa, por si só, uma conclusão sobre eventual responsabilidade do senador.

O caso passou a gerar questionamentos sobre a valorização do patrimônio e a relação entre investimentos públicos em infraestrutura e valorização imobiliária de áreas privadas.

Conforme informado pela reportagem que originou o levantamento, Jaques Wagner foi procurado para responder aos questionamentos, mas não havia apresentado manifestação até a publicação do conteúdo.