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Tragédia em tirolesa expõe balneário de “poderoso” em MS; episódio reacende debate sobre fiscalização

Investigação apura morte de dois jovens em tirolesa; proprietário é figura influente que reassumiu função pública neste ano

A morte de dois jovens durante um acidente em uma tirolesa instalada em um balneário particular de Bonito, a 297 quilômetros de Campo Grande, trouxe à tona não apenas a comoção pela tragédia, mas também questionamentos sobre a estrutura do local e a responsabilidade dos proprietários.

O Contribuinte apurou que o balneário onde ocorreu o acidente pertence a um dos nomes mais influentes da política institucional sul-mato-grossense. A autoridade retornou recentemente ao cargo que ocupa, após ter sido afastada em 2023 em meio a investigações. Além do empreendimento em Bonito, o poderoso detém outros negócios e patrimônio expressivo dentro e fora do Estado.

O que aconteceu

Pedro Henrique, de 20 anos, e Gustavo Henrique Camargo participavam de uma celebração familiar no balneário quando ocorreu o acidente. Segundo relatos de familiares e informações preliminares repassadas pelas autoridades, Gustavo descia pela tirolesa quando teria sofrido uma descarga elétrica ao entrar em contato com a água.

A suspeita é de que a estrutura estivesse energizada.

Ao perceber a situação, Pedro entrou no açude para tentar socorrer o amigo e também teria sido atingido por descarga elétrica. Ambos foram socorridos e levados ao hospital de Bonito. Pedro morreu pouco depois de dar entrada na unidade. Gustavo chegou a ser reanimado, transferido em vaga zero para a Santa Casa de Campo Grande, mas não resistiu e faleceu horas depois.

A Polícia Civil informou, em nota, que uma das vítimas “pode ter sofrido descarga elétrica ao descer pela estrutura e entrar em contato com a água, momento em que a estrutura estaria possivelmente energizada”. A corporação confirmou que o caso será apurado para identificar se houve falha técnica, negligência ou ausência de manutenção adequada.

A causa oficial das mortes ainda depende de laudos periciais.

O que a investigação deve apurar

Nesta fase inicial, a investigação deverá focar em:

– Condições da instalação elétrica da tirolesa;

– Existência de aterramento e dispositivos de proteção;

– Regularidade das licenças ambientais e de funcionamento;

– Responsável técnico pela instalação e manutenção do equipamento;

– Eventual omissão ou negligência por parte da administração do balneário.

Peritos devem analisar se havia ligação elétrica irregular próxima ao cabo da tirolesa ou falha no isolamento que pudesse energizar a estrutura metálica.

O que pode acontecer com o balneário

Caso fique comprovado que houve falha estrutural, negligência ou descumprimento de normas técnicas e de segurança, o empreendimento pode sofrer:

– Interdição imediata do local;

– Multas administrativas;

– Cassação de alvará de funcionamento;

– Responsabilização civil com pagamento de indenizações às famílias;

– Responsabilização criminal dos responsáveis, podendo haver indiciamento por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), ou até enquadramento mais grave, dependendo das conclusões da perícia.

Além disso, órgãos ambientais e o Corpo de Bombeiros podem realizar fiscalizações complementares para verificar se o local atendia às normas exigidas para atividades recreativas em área de água corrente ou açudes.

O que aconteceu

Pedro Henrique, de 20 anos, e Gustavo Henrique Camargo participavam de uma celebração familiar no balneário quando ocorreu o acidente. Segundo relatos de familiares e informações preliminares repassadas pelas autoridades, Gustavo descia pela tirolesa quando teria sofrido uma descarga elétrica ao entrar em contato com a água.

A suspeita é de que a estrutura estivesse energizada.

Ao perceber a situação, Pedro entrou no açude para tentar socorrer o amigo e também teria sido atingido por descarga elétrica. Ambos foram socorridos e levados ao hospital de Bonito. Pedro morreu pouco depois de dar entrada na unidade. Gustavo chegou a ser reanimado, transferido em vaga zero para a Santa Casa de Campo Grande, mas não resistiu e faleceu horas depois.

A Polícia Civil informou, em nota, que uma das vítimas “pode ter sofrido descarga elétrica ao descer pela estrutura e entrar em contato com a água, momento em que a estrutura estaria possivelmente energizada”. A corporação confirmou que o caso será apurado para identificar se houve falha técnica, negligência ou ausência de manutenção adequada.

A causa oficial das mortes ainda depende de laudos periciais.

O que a investigação deve apurar

Nesta fase inicial, a investigação deverá focar em:

  • Condições da instalação elétrica da tirolesa;

  • Existência de aterramento e dispositivos de proteção;

  • Regularidade das licenças ambientais e de funcionamento;

  • Responsável técnico pela instalação e manutenção do equipamento;

  • Eventual omissão ou negligência por parte da administração do balneário.

Peritos devem analisar se havia ligação elétrica irregular próxima ao cabo da tirolesa ou falha no isolamento que pudesse energizar a estrutura metálica.

O que pode acontecer com o balneário

Caso fique comprovado que houve falha estrutural, negligência ou descumprimento de normas técnicas e de segurança, o empreendimento pode sofrer:

  • Interdição imediata do local;

  • Multas administrativas;

  • Cassação de alvará de funcionamento;

  • Responsabilização civil com pagamento de indenizações às famílias;

  • Responsabilização criminal dos responsáveis, podendo haver indiciamento por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), ou até enquadramento mais grave, dependendo das conclusões da perícia.

Além disso, órgãos ambientais e o Corpo de Bombeiros podem realizar fiscalizações complementares para verificar se o local atendia às normas exigidas para atividades recreativas em área de água corrente ou açudes.