(67) 9 9689-6297 | ocontribuintebr@gmail.com

Trump diz que EUA têm “controle quase total” de Ormuz e rejeita acordo com Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (1º) que “não poderia se importar menos” caso o Irã decida assinar um acordo, em uma nova demonstração de endurecimento da postura de Washington diante de Teerã.

A declaração foi publicada nas redes sociais horas depois de uma nova onda de ataques americanos contra alvos no Irã. Trump também questionou quando os iranianos irão se levantar contra o próprio governo e afirmou que os Estados Unidos não estão buscando uma negociação com Teerã.

Trump ainda disse que os Estados Unidos possuem atualmente “controle quase total” do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo. A região se tornou um dos principais focos do conflito entre americanos e iranianos.

A postura representa uma mudança significativa em relação a declarações anteriores do próprio presidente americano, que chegou a afirmar, nos últimos meses, que Washington e Teerã estavam próximos de um acordo para encerrar o conflito.

O cenário, porém, voltou a se deteriorar. As forças americanas concluíram uma nova rodada de ataques contra instalações iranianas, incluindo sistemas de defesa aérea, radares, estruturas de comunicação e ativos marítimos. O Irã respondeu com ataques contra posições americanas no Oriente Médio.

Apesar da escalada militar, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que Teerã está disposto a retomar os compromissos de um acordo provisório firmado em junho, desde que os Estados Unidos também cumpram suas obrigações. O governo iraniano chegou a sinalizar disposição para interromper os ataques caso Washington retome os compromissos assumidos.

A divergência coloca em risco qualquer tentativa imediata de retomada das negociações e aumenta a preocupação internacional com uma nova escalada do conflito. O Estreito de Ormuz permanece no centro da crise, especialmente pelo impacto que qualquer interrupção prolongada da navegação pode provocar sobre o petróleo e a economia mundial.