Informação divulgada pelo Metrópoles revela possível atuação direta do governo Trump na situação migratória do candidato derrotado por Lula; concessão de asilo ainda não foi anunciada.
A crise política brasileira após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou um novo capítulo internacional nesta terça-feira (27). Informações divulgadas pelo jornalista Sam Pancher, do portal Metrópoles, apontam que o governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, pretende emitir vistos para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seus familiares.
A informação foi publicada pelo jornalista na rede social X, com base em uma declaração atribuída a um funcionário da Casa Branca.
“Um oficial da Casa Branca acaba de me dizer o seguinte: ‘O Departamento de Estado emitirá vistos para Flávio Bolsonaro e sua família e permitirá que eles entrem nos Estados Unidos’”, escreveu Pancher.
O anúncio representa um importante desdobramento na situação de Flávio Bolsonaro, que deixou o Brasil depois de disputar o segundo turno presidencial contra Lula e enfrentar medidas judiciais relacionadas aos seus passaportes.
Embora a informação tenha sido atribuída a uma fonte do governo americano, a documentação disponível não inclui um comunicado formal do Departamento de Estado ou cópias dos vistos. Portanto, o que está noticiado é a decisão de emiti-los, não a comprovação de que já foram expedidos.
O que muda com a decisão atribuída à Casa Branca?
A eventual emissão de vistos para Flávio Bolsonaro e sua família permitirá que o senador solicite ingresso regular nos Estados Unidos, observadas as regras migratórias aplicáveis.
Politicamente, o gesto pode representar uma disposição da administração Trump de facilitar a permanência do brasileiro em território norte-americano.
Esse aspecto ganha relevância diante do contexto em que Flávio deixou o Brasil.
O senador disputou a Presidência da República e foi derrotado por Lula no domingo (25). No dia seguinte, passaram a repercutir medidas judiciais determinadas no âmbito de um procedimento relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A decisão atribuída ao magistrado previa o cancelamento de passaportes brasileiros e outras restrições ao parlamentar.
Agora, dois dias depois da votação, surge a informação de que os Estados Unidos pretendem viabilizar documentalmente a entrada do candidato derrotado e de seus familiares.