Presidente se queixa de frotas de ônibus reduzidas e pede a ampliação do horário de votação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou, neste domingo (25), providências do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ampliar o horário de votação nas cidades afetadas pela falta de ônibus e afirmou que pedirá a prisão de prefeitos por suposto crime eleitoral.
O candidato à reeleição mencionou os gestores de São Paulo (SP) e Salvador (BA), além de Petrópolis (RJ), Teresina (PI), Recife (PE), João Pessoa (PB), Feira de Santana (BA) e Lauro de Freitas (BA).
– Depois das eleições, o próximo passo é pedir a prisão desses prefeitos por crime eleitoral. Porque não é possível você ter prefeito tentando coibir e proibir o povo de defender o seu livre direito democrático de votar – disse em conversa com jornalistas.
Lula classificou os problemas no transporte como uma situação “abominável” e pediu aos eleitores que não desistam de comparecer às urnas.
– Vocês sabem que eu já disputei muita eleição. Eu nunca reclamei de nada de eleição. Perdia ou ganhava, eu me aquietava e me preparava para outra. Mas, desta vez, está acontecendo uma coisa abominável – afirmou.
O presidente dirigiu a cobrança aos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, do TSE, e defendeu que os eleitores prejudicados por atrasos ou retirada de ônibus tenham assegurada a possibilidade de votar.
– Ninguém pode desistir de votar porque algum empresário sacana ou algum prefeito mau-caráter, bandido, tentou evitar. O que eu quero pedir é que o povo não desista de votar – declarou.
Segundo Lula, a campanha está recorrendo à Justiça para ampliar o período de votação.
– Nós estamos pedindo para a Suprema Corte que ela possa prorrogar o processo eleitoral – disse, em referência à Justiça Eleitoral.
O petista afirmou que quase 40% dos ônibus de São Paulo haviam sido retirados de circulação. O percentual foi apresentado pelo presidente como parte da denúncia.
– É inexplicável numa cidade como São Paulo – declarou.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), negou que as frotas estejam reduzidas na cidade, e disse ao Metrópoles que a circulação de ônibus está “maior que a demanda”.
Lula também relembrou as operações da Polícia Rodoviária Federal durante o segundo turno de 2022, quando houve denúncias de obstáculos ao deslocamento de eleitores, especialmente no Nordeste.