(67) 9 9689-6297 | ocontribuintebr@gmail.com

Vereadora Ana Portela reage à transferência de Bolsonaro: “isso coloca a vida dele em risco”

Vereadora questiona decisão tomada no mesmo dia em que Moraes se reuniu com Lula no Planalto

A vereadora Ana Portela (PL) criticou duramente a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a Penitenciária da Papudinha, no Distrito Federal, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira, 15.

A decisão ganhou repercussão nacional após ser divulgada pela CNN Brasil, que noticiou a transferência quando Bolsonaro já se encontrava na Papudinha, sem aviso prévio público, à defesa ou à sociedade.

O episódio ocorreu no mesmo dia em que Alexandre de Moraes participou de uma reunião no Palácio do Planalto, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros, integrantes da Procuradoria-Geral da República, do Banco Central e de outros órgãos do poder público, encontro que, segundo o governo, tratou da crise envolvendo o Banco Master.

Para Ana Portela, a sequência dos fatos levanta questionamentos graves.

“Foi feito na surdina”, diz vereadora

Em declaração, a vereadora afirmou que a transferência de Bolsonaro ocorreu de forma silenciosa e sem transparência.

“O que mais chama atenção é a forma como isso foi feito. Foi na surdina, sem aviso, sem comunicação clara, sem respeito ao devido processo. Quando noticiaram, Bolsonaro já estava na Papudinha. Isso não é normal, isso não é democrático.”

Segundo a parlamentar, decisões dessa magnitude não podem ser tomadas sem ampla publicidade, ainda mais envolvendo um ex-presidente da República.

Saúde delicada e risco de vida

Ana Portela também destacou o estado de saúde de Jair Bolsonaro, ressaltando que ele se encontra sob acompanhamento médico constante e em condição delicada.

“Estamos falando de um homem doente, que passou por cirurgias recentes, que precisa de cuidados médicos permanentes. Jair Bolsonaro tinha, sim, direito à prisão domiciliar humanitária, e isso foi ignorado.”

A vereadora afirmou que a decisão coloca a integridade física do ex-presidente em risco.

“O que está sendo feito é expor Jair Bolsonaro a um risco real de vida. Se algo acontecer, essa responsabilidade terá nome e sobrenome.”

Chamado à união da direita

Por fim, Ana Portela fez um apelo público para que lideranças e eleitores de direita se mobilizem em defesa de Bolsonaro e de seu legado político.

“Está claro que o sistema não quer ver o nome de Jair Bolsonaro nas urnas. Mas não é só isso: não querem vê-lo somando, apoiando, influenciando qualquer outra candidatura.”

“A direita precisa se unir agora. Defender Jair Bolsonaro é defender a democracia, o voto popular e o legado de milhões de brasileiros que ele representa.”

A vereadora concluiu afirmando que o episódio ultrapassa a figura do ex-presidente e atinge o debate sobre garantias individuais, limites do poder e respeito às regras do Estado de Direito.