(67) 9 9689-6297 | ocontribuintebr@gmail.com

Alvo da PF, Jaques Wagner recebe ligação de Lula: “Fez questão de se solidarizar”

Senador afirmou à BandNews que o presidente entrou em contato para prestar solidariedade e que continuará à frente da liderança do governo no Senado.

Menos de 12 horas após se tornar um dos principais alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, o senador Jaques Wagner (PT-BA) revelou ter recebido uma ligação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista à BandNews, o líder do governo no Senado afirmou que o presidente fez questão de telefonar para prestar apoio diante da repercussão da investigação.

“Fez questão de me ligar e se solidarizar comigo”, declarou Wagner.

A manifestação pública tem peso político relevante porque ocorre em meio à maior crise enfrentada pelo senador desde que assumiu a liderança do governo no Senado. Wagner é considerado um dos aliados mais antigos de Lula e integra o círculo de maior confiança do presidente há décadas.

A ligação também surge em um momento em que setores políticos passaram a especular sobre uma possível substituição do senador na liderança governista para reduzir desgastes políticos provocados pela operação.

Ao revelar o contato de Lula, Wagner sinalizou que continua contando com o respaldo do Palácio do Planalto, apesar da investigação em curso.

O episódio é visto nos bastidores de Brasília como uma demonstração de confiança do presidente em um dos principais articuladores políticos do governo no Congresso Nacional.

Jaques desafia especulações e diz que só deixa liderança do governo se Lula pedir

Em meio às especulações sobre seu futuro político, Jaques Wagner afirmou que não vê risco imediato de perder a liderança do governo Lula no Senado.

Em entrevista à BandNews, o senador declarou considerar “muito difícil” uma eventual decisão do presidente para substituí-lo na função.

“Minha candidatura está mantida. Fico como líder do governo no Senado até o presidente pedir para eu me retirar”, afirmou.

A declaração ocorre após a operação da Polícia Federal que investiga supostas vantagens indevidas atribuídas ao parlamentar no contexto das apurações envolvendo o Banco Master.

Nos bastidores de Brasília, integrantes da base governista passaram a discutir se a permanência de Wagner na liderança poderia ampliar o desgaste político do governo.

A fala do senador, entretanto, demonstra que ele não pretende recuar nem abrir mão do posto voluntariamente.

Além disso, Wagner deixou claro que mantém os planos de disputar a reeleição ao Senado, afastando rumores de que a operação poderia alterar seus projetos eleitorais.

“Nunca recebi dinheiro do Banco Master”, diz Jaques Wagner após operação da PF

Pela primeira vez desde a deflagração da operação, Jaques Wagner comentou diretamente alguns dos principais pontos levantados pela Polícia Federal.

Questionado sobre os aproximadamente US$ 55 mil e 33 mil euros encontrados em endereços ligados ao senador e sobre o apartamento de R$ 2,4 milhões citado pela investigação, o parlamentar afirmou não ter preocupação com as acusações.

“Estou absolutamente tranquilo. Nunca recebi dinheiro do Banco Master”, declarou à BandNews.

A fala representa a principal linha de defesa adotada pelo líder do governo Lula após a operação.

Os investigadores apuram suspeitas de recebimento de vantagens econômicas indevidas por parte de pessoas ligadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro.

Entre os elementos analisados pela PF estão movimentações financeiras, relações empresariais, o apartamento localizado em Salvador e outros benefícios apontados nos relatórios encaminhados ao Supremo Tribunal Federal.

Jaques Wagner nega qualquer irregularidade e sustenta que as investigações irão comprovar sua versão dos fatos.

Até o momento, o senador não foi denunciado nem condenado. As apurações continuam em andamento sob supervisão do STF.