O processamento de soja no Brasil chegou a 28,3 milhões de toneladas entre janeiro e junho de 2026, um aumento de 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume é recorde para o primeiro semestre, segundo dados atualizados pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
A soja processada é utilizada principalmente na produção de ração para aves e suínos, além de participar da alimentação de bovinos e de outras cadeias de proteína animal.
O crescimento do processamento acompanha a maior atividade da indústria brasileira e a demanda firme pelos derivados de soja, tanto no mercado interno quanto no exterior.
Segundo Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, a revisão das estimativas considera a continuidade do processamento doméstico e a demanda internacional por derivados da oleaginosa.
Para Amaral, o crescimento acumulado do esmagamento demonstra a capacidade operacional da indústria brasileira e reforça a competitividade do setor.
Produção de óleo de soja
Para 2026, a Abiove projeta produção de 12,7 milhões de toneladas de óleo de soja.
As exportações devem alcançar 1,7 milhão de toneladas, enquanto as importações estão estimadas em 125 mil toneladas.
O cenário indica que o complexo soja brasileiro deve manter um nível elevado de atividade durante o segundo semestre, com o processamento interno ganhando importância diante do crescimento da oferta e da demanda por derivados.
O recorde registrado entre janeiro e junho reforça a expectativa de que o Brasil encerre 2026 com um dos maiores volumes de processamento de soja da história.