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Casos de chikungunya voltam a subir e MS já soma 30 mortes neste ano

Mato Grosso do Sul chegou a 10.041 casos de chikungunya em 2026, com 30 mortes confirmadas pela doença. O Estado voltou a registrar alta nas notificações na última semana, que teve 66% mais casos prováveis do que o mesmo período do ano passado.

Os dados são do boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES-MS).

Além dos casos confirmados, 2,6 mil registros prováveis aguardam resultado de exames. Com isso, o Estado soma 12.663 casos prováveis da doença neste ano.

O levantamento também aponta que 114 gestantes foram acometidas pelo vírus.

Casos voltam a subir

O pico de casos de chikungunya em Mato Grosso do Sul ocorreu em abril. Depois disso, foram registradas quedas sucessivas.

Na última semana analisada, entre 9 e 15 de agosto, os números voltaram a superar os registrados no mesmo período de 2025.

Foram 178 casos prováveis na 32ª semana epidemiológica deste ano, contra 107 no mesmo período do ano passado, uma alta de 66%.

Infectologistas alertam que os dados semanais ainda não estão consolidados e podem aumentar nas próximas duas semanas.

Segundo a SES-MS, temperaturas mais baixas podem ajudar a reduzir a transmissão do vírus. Já o calor e a chuva podem favorecer a reprodução do mosquito Aedes aegypti.

Sidrolândia concentra alta recente

Nos últimos 14 dias, Sidrolândia foi o único município do Estado a registrar aumento no número de casos por 100 mil habitantes.

O município soma 194 casos prováveis de chikungunya em 2026, sendo 74 registrados apenas nos primeiros 15 dias de agosto.

Na primeira quinzena deste mês, a incidência chegou a 157,1 casos por 100 mil habitantes, índice considerado médio.

Também foram confirmados casos nas primeiras duas semanas de agosto em Douradina, Amambai, Batayporã, Angélica, Ladário, Maracaju, Rio Verde de Mato Grosso, Bonito, Jardim, Dourados e Chapadão do Sul.

Em todo o ano, apenas Alcinópolis, Aparecida do Taboado e Japorã não registraram casos prováveis de chikungunya.

Campo Grande contabiliza 53 casos, com incidência de 5,9.

Dourados concentra 60% das mortes

Mato Grosso do Sul já confirmou 30 mortes por chikungunya em 2026. No ano passado, foram 17 óbitos, em um período que já havia registrado recorde na série histórica.

Dourados concentra 18 das mortes deste ano, o equivalente a 60% do total registrado no Estado.

Os moradores da Reserva Indígena de Dourados foram as principais vítimas e estiveram entre os primeiros atingidos pela onda de casos e mortes registrada neste ano.

Também foram registradas duas mortes em Bonito, Jardim e Ponta Porã, além de um óbito em Corumbá, Douradina, Fátima do Sul, Guia Lopes da Laguna, Itaporã e Nioaque.

Outro óbito está sob investigação. A SES-MS não divulga informações sobre o caso enquanto não houver confirmação laboratorial.

As vítimas tinham entre um mês e 94 anos. Do total, 20 eram homens e dez, mulheres.

Entre as comorbidades relatadas estavam hipertensão, diabetes, câncer, cardiopatia e doença renal crônica. Cinco das vítimas não tinham condições preexistentes informadas e também não estavam nos extremos de idade.