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Adriane exonera servidores presos na operação “Buraco Sem Fim” após avanço das investigações sobre tapa-buraco

Prefeita oficializou desligamentos em edição extra do Diogrande horas após operação do Gaeco atingir servidores da Sisep

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), oficializou nesta terça-feira (12) a exoneração de dois servidores da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) presos durante a operação “Buraco Sem Fim”, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

As exonerações foram publicadas em edição extra do Diogrande poucas horas após a ofensiva do Gecoc e do Gaeco, que investiga um suposto esquema de fraudes em contratos de tapa-buraco firmados desde 2018.

Foram exonerados:

Mehdi Talayeh, servidor da Sisep;

Edivaldo Aquino Pereira, chefe do serviço de tapa-buraco da prefeitura.

Antes das exonerações, a publicação oficial também revogou decretos que designavam ambos para funções estratégicas dentro da estrutura da secretaria.

Mehdi exercia a função de Superintendente de Serviços Públicos da Sisep.

Já Edivaldo atuava como Gerente de Manutenção de Vias, área diretamente ligada aos contratos investigados pelo Ministério Público.

PREFEITURA DIZ QUE VAI COLABORAR COM INVESTIGAÇÃO

Em nota oficial, a Prefeitura de Campo Grande afirmou que acompanha os trabalhos do Ministério Público e garantiu colaboração com as investigações.

“A Sisep acompanha os trabalhos do Gecoc, de modo a colaborar com a lisura, transparência e esclarecimento dos fatos. Os servidores investigados estão sendo exonerados das funções a partir da data de hoje para que apresentem suas defesas”, informou o município.

A administração municipal também afirmou que poderá adotar novas medidas administrativas caso sejam necessárias.

Segundo a prefeitura, a prioridade é evitar impactos na continuidade dos serviços de manutenção urbana.

“Serão adotadas outras medidas que se fizerem necessárias no âmbito administrativo, para que os serviços de manutenção não sejam paralisados ou comprometidos”, acrescentou.

INVESTIGAÇÃO APONTA ESQUEMA SISTEMÁTICO

De acordo com o Ministério Público, a operação identificou indícios de um esquema estruturado dentro da manutenção viária da Capital.

A suspeita é de que medições técnicas fossem manipuladas para liberar pagamentos públicos incompatíveis com os serviços executados nas ruas.

Os investigadores afirmam que o esquema teria provocado:

Desvio de dinheiro público;

Enriquecimento ilícito;

Prejuízo aos cofres municipais;

Má qualidade da pavimentação urbana.

Os contratos sob investigação somam mais de R$ 113 milhões entre 2018 e 2025.

PRESSÃO SOBRE A SISEP AUMENTA

A operação desta terça-feira elevou a pressão sobre a Sisep, já atingida anteriormente pela Operação Cascalhos de Areia.

Dos sete presos nesta nova fase da investigação, cinco já haviam aparecido na operação anterior.

Entre eles estão Mehdi Talayeh, Edivaldo Aquino e o ex-secretário Rudi Fiorese.

O avanço das investigações pode gerar novos desdobramentos administrativos, políticos e judiciais nos próximos meses.