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Adriane garante empregos e não descarta rompimento com Consórcio Guaicurus após intervenção

Prefeita afirma que mais de mil trabalhadores serão preservados durante auditoria de até 180 dias, mas admite que diagnóstico poderá levar à quebra da concessão do transporte coletivo.

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), afirmou nesta terça-feira (16) que a intervenção decretada no Consórcio Guaicurus não provocará demissões dos funcionários que atuam no sistema de transporte coletivo da Capital. Ao mesmo tempo, deixou aberta a possibilidade de rompimento do contrato de concessão ao final dos trabalhos da equipe interventora.

Durante coletiva de imprensa realizada após a publicação do decreto, Adriane destacou que a prioridade da administração municipal é garantir a continuidade do serviço enquanto uma auditoria completa é realizada nas áreas financeira, operacional e administrativa da concessionária.

“Não terá demissão. O serviço não será interrompido. Estamos trabalhando pacificamente para realizar as mudanças necessárias”, afirmou.

Segundo a prefeita, a equipe nomeada pelo município passará a comandar administrativamente a concessão, assumindo inclusive a gestão da folha de pagamento dos trabalhadores e substituindo temporariamente a diretoria do Consórcio Guaicurus.

Questionada sobre o futuro da concessão, Adriane não descartou medidas mais drásticas.

“Diante do diagnóstico, se os fatos nos conduzirem para essa finalidade, pode ser uma das possibilidades”, respondeu ao ser perguntada sobre eventual quebra contratual.

A declaração reforça as hipóteses previstas no próprio decreto de intervenção. Ao término do processo, o município poderá devolver a gestão ao consórcio, aplicar sanções contratuais ou instaurar procedimento de caducidade, que pode culminar no encerramento definitivo da concessão.

A intervenção terá duração inicial de até 180 dias e deverá produzir um relatório preliminar em 90 dias. A decisão final ficará sob responsabilidade da prefeita.