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“Brasil saberá toda a verdade”, diz Chiquini sobre caso Filipe Martins

O advogado e candidato a deputado federal pelo Paraná, Jeffrey Chiquini (Novo), se manifestou nas redes sociais após a quebra do sigilo no processo que investiga a prisão do ex-assessor de assuntos internacionais da gestão de Jair Bolsonaro (PL), Filipe Martins. A prisão foi determinada com base em um documento falso, apontou o juiz do caso.

Filipe era investigado como um dos integrantes da suposta trama golpista, quando foi preso preventivamente em 2024. A decisão teve como base o risco de fuga do ex-assessor, levando em consideração um registro de imigração que indicava que ele teria entrado nos Estados Unidos no fim de 2022.

No entanto, um juiz federal dos EUA afirmou, em audiência realizada em março, que o documento de imigração usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) para determinar a prisão de Filipe Martins era falso. Chiquini, que faz a defesa do ex-assessor, celebrou a retirada do sigilo do processo.

— Gente, agora é definitivo. Finalmente teremos acesso aos nomes de quem fraudou a entrada do Filipe Martins nos Estados Unidos. O juiz americano tirou o sigilo do processo e determinou que o governo americano forneça a nós, defesa do Filipe Martins, os nomes de quem participou dessa fraude. É assim que o juiz chama — declarou.

O defensor ressaltou a garantia da Justiça norte-americana de que não houve um erro, mas sim uma falsificação intencional de documentos, e aguarda a revelação dos nomes envolvidos no caso.

– O processo está chegando ao fim. A Justiça americana reconheceu que o Filipe foi vítima de uma fraude, que não foi um mero erro, não, que foi um documento falseado, fraudaram a entrada do Filipe Martins em território americano. E agora a Justiça disse que todos que participaram disso serão responsabilizados e nós teremos, nos próximos dias, os nomes dessas pessoas — apontou.

Jeffrey garantiu que não poupará o nome de nenhum dos envolvidos assim que tiver acesso às informações

– Eu vou expor todo esse processo pro Brasil e os nomes de todos que participaram dessa fraude que colocou Filipe Martins inocentemente atrás das grades. Eu não vou poupar ninguém. O Brasil saberá toda a verdade porque eu faço questão de mostrar toda a verdade pro Brasil. (…) Todo mundo que participou dessa fraude será responsabilizado e punido, porque eu vou lutar muito por isso — finalizou.

O juiz responsável pela decisão, Gregory A. Presnell, indicado ao cargo pelo ex-presidente democrata Bill Clinton, mandou o governo americano entregar os documentos que mostram quem criou o registro falso. A ordem veio depois que as agências dos Estados Unidos se recusaram a explicar como o erro aconteceu.