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Com janela prestes a fechar, deputados de MS praticamente definem seus destinos políticos; veja

A apenas 11 dias do fechamento da janela partidária, o cenário político na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) já está praticamente consolidado. Salvo alguma mudança brusca de última hora — comum nos bastidores —, a chamada “dança das cadeiras” entre os deputados estaduais caminha para um desfecho previsível.

A tendência predominante é clara: a maioria dos parlamentares deve disputar a reeleição, preservando suas bases eleitorais. Um grupo menor se movimenta em direção à Câmara dos Deputados, enquanto apenas um nome da Casa já se coloca, de forma direta, na disputa pelo Governo do Estado.

PL cresce e monta “mega chapa”

O PL se consolida como o principal destino partidário neste ciclo e prepara uma “mega chapa” para a disputa proporcional, reunindo nomes de peso e ampliando sua musculatura para 2026.

Já estão ou devem estar no partido Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Márcio Fernandes, Coronel David e Lucas de Lima, além da deputada Mara Caseiro, que não disputará a reeleição e deve buscar uma vaga na Câmara Federal.

O deputado Neno Razuk permanece no partido, mas deve disputar o cargo de deputado federal.

Para fortalecer ainda mais a nominata, o PL deve contar com vereadores de Campo Grande: Rafael Tavares, André Salineiro e Ana Portela, que entram na disputa por vagas na Assembleia. Com isso, o partido passa a ser apontado nos bastidores como dono de uma das chapas mais competitivas do Estado.

PSDB mantém base e reforça chapa com vereadores da Capital

O PSDB mantém nomes relevantes como Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina, além de receber o deputado Paulo Duarte, que migra para a sigla.

A legenda também aposta no reforço de vereadores da Capital: Flávio Cabo Almi, Silvio Pitu e Victor Rocha devem disputar vagas na Assembleia, fortalecendo a chapa tucana.

MDB ganha peso com entrada de Puccinelli

No MDB, seguem Júnior Mochi e Renato Câmara, mas o diferencial da chapa será a entrada do ex-governador André Puccinelli, que retorna à disputa e promete dar densidade eleitoral ao partido.

PT e PP mantêm estrutura

O PT mantém sua bancada com Gleice Jane, Zeca do PT e Pedro Kemp.

Já o PP segue com Gerson Claro e Londres Machado, preservando sua base tradicional.

Outras chapas também se fortalecem

Outras movimentações relevantes incluem:

Lídio Lopes, no Avante, deve ter em sua chapa os ex-deputados Maurício Picarelli e Evandro Vendramini

No União Brasil, para onde vai Rinaldo Modesto, a nominata deve contar com o ex-conselheiro e ex-presidente da ALEMS, Jerson Domingos

Pedrossian Neto deve ir para o Republicanos, onde já está Antônio Vaz

Roberto Hashioka permanece no União Brasil, mas disputará vaga na Câmara Federal

Catan é exceção e mira o governo

Na contramão da maioria, o deputado João Henrique Catan é, até o momento, o único parlamentar da ALEMS a disputar o Governo do Estado. Ele se filiou ao Novo com esse objetivo.

Cenário praticamente definido

Com esse desenho, o cenário político da Assembleia indica baixa margem para surpresas até o fechamento da janela partidária. A estratégia predominante é de cautela: manter mandatos, fortalecer chapas e evitar riscos.

Ainda assim, como de praxe na política, movimentos de última hora não estão descartados, especialmente diante de articulações nacionais e rearranjos locais que podem alterar o tabuleiro nos últimos dias.