Em nota oficial, Conselho de Administração cita Alir Terra, Paulo Guilherme Mariosa e Monique Gregório e agradece pela “dedicação, integridade e relevantes serviços prestados”.
O Conselho de Administração da Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande divulgou neste sábado (12) uma manifestação de solidariedade à presidente Alir Terra Lima e a integrantes da instituição presos preventivamente na Operação Antidotum.
A nota chama atenção porque, além de informar que os serviços hospitalares continuarão normalmente, o Conselho faz menções elogiosas a alguns dos nomes presos.
No comunicado, o Conselho agradece nominalmente Alir Terra, Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa, ligado à área financeira, e Monique Gregório de Oliveira, do setor de Arquivamento Médico.
A manifestação destaca a:
“dedicação, integridade e os relevantes serviços prestados por eles ao longo de anos de trabalho em prol do fortalecimento da Santa Casa e do bem-estar de toda a comunidade”.
A fala ocorre um dia depois de a Operação Antidotum prender seis pessoas ligadas direta ou indiretamente à Santa Casa em uma investigação sobre supostas fraudes e desvios milionários.
Conselho se reúne após prisões
Segundo a própria Santa Casa, o Conselho de Administração reuniu-se extraordinariamente na tarde de sexta-feira para deliberar sobre medidas destinadas a garantir a continuidade dos serviços prestados pelo hospital.
No trecho divulgado, a instituição afirma:
“A Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande vem a público informar à sociedade, aos seus colaboradores e aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que o seu Conselho de Administração da Instituição reuniu-se extraordinariamente na tarde de ontem (sexta-feira) para deliberar sobre as medidas necessárias à manutenção e continuidade integral de todos os serviços de assistência à saúde prestados pelo Hospital.”
O hospital reforçou que os atendimentos seguem normalmente.
Nota não detalha nova administração
Apesar da gravidade da situação e da prisão de integrantes da estrutura administrativa, a nota divulgada não detalha como ficará o comando da instituição, ao menos no trecho informado até agora.
O comunicado concentra-se na continuidade assistencial e na manifestação de solidariedade aos nomes citados.
A ausência de informações sobre eventual substituição de cargos ou reorganização administrativa ocorre enquanto a presidente e outros investigados seguem presos preventivamente.
Seis permanecem presos
Além de Alir Terra, Paulo Guilherme Mariosa e Monique Gregório, também foram presos na Operação Antidotum Rinaldo Hakme Romano, Alessandro Dias Junqueira e Maurício Aparecido Benites.
As prisões são preventivas e não representam condenação.
Os investigados passaram por audiência de custódia neste sábado e permanecem presos.