O Estado de Mato Grosso do Sul registrou a primeira morte provocada pela dengue em 2026. A vítima era moradora do município de Bonito, conforme detalha o Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na última quinta-feira (30).
O documento oficial aponta que outros dois óbitos seguem sob investigação e acende o alerta máximo para o avanço das arboviroses no Estado.
Apesar da baixa incidência de confirmações nos últimos 14 dias em cidades como Santa Rita do Pardo, Nioaque, Paranhos, Sidrolândia, Itaquiraí, Três Lagoas e Chapadão do Sul, o cenário global da saúde pública estadual exige atenção.
O avanço letal da chikungunya
Além do primeiro óbito por dengue, os números da chikungunya mostram um quadro ainda mais grave. Mato Grosso do Sul já contabiliza 12.735 casos prováveis da doença, sendo 9.729 confirmados por exames laboratoriais. O levantamento destaca uma estatística sensível: há 114 gestantes com diagnóstico positivo.
Até o momento, a chikungunya já causou 28 mortes no Estado e um óbito permanece em investigação. As vítimas fatais foram registradas nos seguintes municípios:
Bonito
Douradina
Dourados
Fátima do Sul
Guia Lopes da Laguna
Itaporã
Jardim
Nioaque
Ponta Porã
Cobertura vacinal e prevenção
Para frear o avanço da dengue, o Estado recebeu 241.030 doses da vacina e já aplicou 223.322 doses. Deste total, 201.349 imunizantes foram destinados especificamente à população-alvo prioritária.
O Ministério da Saúde preconiza um esquema vacinal de duas aplicações, com intervalo de três meses entre as doses. A vacina é direcionada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior volume de internações entre pacientes de 6 a 16 anos.
A SES reforça o apelo para que a população não recorra à automedicação ao apresentar sintomas e busque imediatamente uma unidade de saúde. A eliminação de recipientes com água parada, potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti, segue como a medida preventiva mais eficaz.